Segredo dos Deuses
Viva,
A minha publicação de hoje é uma das sobremesas de minha autoria que mais sucesso faz nos eventos em que eu colaboro. Foi criada à alguns anos (2010), e desde essa altura fui aperfeiçoando a receita até Março de 2014. Podem pensar que se trata de uma receita muito complicada, mas na verdade não é, até porque as matérias primas utilizadas são comuns à excepção da massa que envolve o recheio, essa compro-a feita, mas caso não haja no mercado também sou capaz de a fazer!....é difícil de executar porque a espessura tem de ser muito fina para obter este efeito, são necessários algumas técnicas e acima de tudo o tempo despendido é grande. Quanto à duração que dediquei ao seu aperfeiçoamento....bem, foi o suficiente para eu criar uns truques (abaixamento do pH, prevenção microbiana, etc) em algumas etapas na produção do pastel. Devo dizer que esta produção foi a minha defesa de projecto no CET, pelo que "Segredo dos Deuses", foi sujeito a testes microbianos de despiste de E. Coli, bolores e leveduras e outros microrganismos, tendo obtido resultados satisfatórios.
E..aqui está o pastel Segredo dos Deuses...sem dúvida uma delícia ao olhar e ao degustar!...Tenho de salientar que não vou descrever pormenorizadamente a sua produção, até porque seria moroso, apenas irei dar umas dicas..que certamente irão entender.
Primeiramente tenho de ter o recheio pronto, sendo este composto apenas por ovos moles. Existem algumas receitas de ovos moles, mas eu faço sempre "aquela" que eu criei, porque se adapta perfeitamente à massa em causa, no sentido de o recheio não ficar muito mole, nem muito espesso. Assim, faço uma calda de açúcar fraca fervendo uma chávena de açúcar comercial com meia chávena de água mineral. Faço logo a minha prevenção microbiana :-)), com um grão de agar agar ou bitartarato de potássio ( curiosamente descobri que este quimicozinho oriundo da produção inicial do vinho, baixa o pH da solução que estamos a preparar, logo comecei a utilizar nesta receita e mais numas quantas!), e deixo arrefecer um pouco. Adiciono as gemas misturadas com um pouquinho de farinha de arroz, e vou mexendo sempre até atingir o ponto estrada (fraco). Reservo o recheio, e faço uma manteiga francesa. Coloco as folhas de massa filo numa superfície perfeitamente limpa, e corto quadrados de massa, perfilando-os 4 a 4. coloco o recheio no meio da massa e torço-a à superfície, de modo a que o recheio não verta. Selo de imediato o pastel com a manteiga francesa e transfiro os pastéis para um tabuleiro forrado com folha de alumínio. Assam em forno quente, sensivelmente a 180ºC durante o tempo suficiente para a superfície e a base se tornarem dourados. Retiro do forno, e polvilho a superfície com icing sugar com um apontamento de canela.. optei pela canela porque considerei que a massa combinada com o recheio, merecia um aroma a canela. A canela e não outro, porque este pastel no final alia a arte de uma massa fantástica de origem turca, os ovos moles de origem portuguesa e o reavivar das especiarias da Índia. Um resultado em cheio.
Et voilá..um resultado em cheio!...
Fiquem bem
Gi Dinis
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