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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

I & D PRODUTOS ALIMENTARES...Massas & Cordon Bleu











Massas & Cordon Bleu

Viva,                                                                                                                                                                                                            
Cozinhar para impressionar..também é preciso!

- Impressionar quem?
 - Qualquer um dos nossos convidados, ou pessoas que connosco habitam, e que  apreciam, por natureza, a acção mais trivial e necessária do mundo! A alimentação...

Pois bem, todos nós queremos e gostamos de passar aquela ideia e imagem, de que até fazemos uns cozinhados simples mas saborosos, com alguma dose de imaginação, e mediante o nosso orçamento mensal. Por este motivo, a primeira coisa a definir é o nosso orçamento para uma determinada refeição, não esquecendo que ela deverá agradar, sob o ponto de vista sensorial e de sabor  às pessoas que vão degustar o alimento ou refeição. Neste contexto, um dos alimentos mais baratos do mercado é a massa...!esparguete, tricolor, conchinhas, espirais... ,pode ser palco de grandes combinações culinárias,  tanto com peixe fumado, marisco, carne, e até ovos e queijo derretido, porque, por si só,  possui um sabor quase neutral, e precisa que lhe "demos alma".  A sua difusão deve-se aos italianos, que a usam como se não houvesse amanhã :-),  ...acrescentando, incansavelmente, a cada tipo de massa uma pitada de   especiarias e outros condimentos, fazendo, por isso, grandes combinações gastronómicas de renome mundial..Existem alguns truques, no que toca ao mundo da gastronomia das massas e um deles é seguramente este: toda a massa que for cozida por um profissional que se preze ;-),  é  preferida e degustada  "al dente".

Fabricada com farinha de trigo (rijo de preferência),  água e alguns condimentos quase imperceptíveis, é um  alimento especialmente recomendado para jovens em idade escolar e desportistas por conter uma elevada % de hidratos de carbono chamados de polissacarídeos, isto é têm mais do que 3 monossacarídeos juntos, o que faz com que a sua fórmula estrutural seja complexa. Detentora de toda esta "força"traduzida em energia no organismo humano.., a massa  é, por vezes,  vista como um parente pobre da alimentação, porque se resume a uns fios grossos de farinha seca, tubulares, sem qualquer sabor acentuado, de validade quase a perder de vista, e no geral, faz parte da alimentação das gentes de todo o globo... às vezes, as sobras de vários dias ainda servem como refeição do gato, do cão e até do porco..lolll!!! Mas,  tenham cuidado, porque nas sobras de massa com muitos dias, mesmo na refrigeração, podem aparecer uns seres microscópicos designados por listeria... que adoram ambientes onde abunda o amido (a principal substância construtiva de qualquer tipo de massa)... A sugestão com  que hoje vos presenteio, é de fácil execução, e  dificilmente se desgosta!

Relatando o modo como cheguei a esta foto, começo por ferver uma água temperada com sal, azeite, gengibre em pó, uma gota de vinagre de maçã e um dente de alho esmagado. Entretanto, vou fatiando um lombinho de porco, um peito de frango ou perú   em tiras com cerca 2 cm de espessura. Tempero com sal, um pingo de óleo ou azeite, alho laminado fresco. Quando a água está em ebulição, coloco a massa e deixo cozer um pouco até ficar "al dente" (quer dizer um pouco rija). Escorro uma parte da massa e passo-a por água fria, mas reservo a água da cozedura! a restante massa,  deixo-a na caçarola e adiciono um pouco de caril, para a tornar amarelada e com um sabor mais acentuado. Reservo umas fatias de queijo que derreta facilmente (podem ser  daquelas que se quer apenas para fazer tostas :)) e fiambre, e salteio a carne num sauté untado com azeite em temperatura média para que não queime, mas adquira aquele tom dourado do grelhado. Faço a mesma operação com as fatias do fiambre. No final da carne salteada e bem passada, e do fiambre tostado, faço um molho com uns golinhos da água da massa, no sauté da carne,  e adiciono em temperatura mínima "uma noz" de mostarda deixando apurar o molho. Disponho paralelamente as massas de cores diferentes num recipiente de serviço,  colocando no meio delas a carne bem quente intervalada com fatias de queijo e fiambre. Se tudo estiver bem quente, verificar-se-à o derretimento do queijo, que posteriormente se poderá misturar as massas. Além desta apresentação, poder-se-á enriquecer o prato com algumas ervas aromáticas..salsa, estragão orégãos, e outras de sabor igualmente bom! A vantagem desta combinação reside na dupla cor adquirida pela massa, que airosamente se confunde com a cor do molho perfumado adquirido no final, e se funde com o queijo que vai derretendo à medida que o calor o invade!Escusado será dizer que esta receita serve para "aquela reunião" de comensais, que habitualmente  não são muito exigentes, mas  sabem apreciar a criatividade de quem gosta de cozinhar...

 Podem experimentar, tanto pelo preço da refeição como pelo resultado final...afinal, como devem ter percebido, para esta produção   não é necessário ter muitas "skills"...

Dedicadamente,

Gi Dinis



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