Maçã Caramel
Viva,
Dedico a página de hoje a um dos produtos da roda dos alimentos que deve ser 40% da nossa ingestão diária - a fruta! Pode ser para muitos, um complemento de refeição, para outros um produto assimilado de quando em vez, e ainda visto por muitos como um ingrediente de adição a sobremesas. Para mim, a fruta é por vezes a parte integral ou principal de uma refeição, mesmo não a considerando ligeira. E digo isto, porque faço muitas vezes refeições à base de frutas misturadas, em sumo ou laminadas. Seguramente, a maçã é uma delas.
E, porque gosto de variar e criar pratos novos...nunca estou satisfeita com o que faço!:-)...considero-me uma insatisfeita positiva!, não derramo lágrimas de lamentação e fico quieta á espera que me resolvam os problemas...isso é ser-se insatisfeita negativa!
Mas, voltando às maçãs...no caso particular desta receita sensorialmente, de todos os pontos de vista tão agradável, é fácil de preparar, rápida de de decorar e infinitamente deliciosa. Acredito que qualquer um de nós consegue obter uma imagem como esta. Assim, para o conseguir, basta assar no forno uma maçã lavada e faz-se uma calda de açúcar na proporção de 2:1 ou seja, 20 Gr de água para 10 Gr de açúcar. A esta operação designamos por ponto BRIXº. É importante, no sentido em que controlamos exactamente a quantidade de açúcar que adicionamos, depois de lhe retirarmos o pedúnculo. Quando a maçã estiver bem dourada, mas não castanha, retira-se do forno e forra-se toda a superfície da peça de fruta com o caramelo formado. Este deve ficar em ponto caramelo muito fraco, ou seja deve ficar sempre líquido. Aromatiza-se a calda com um pau de canela e coloca-se onde a vamos servir. Com uns ovos moles sempre à mão, decoramos como mais gostarmos. É de realçar que devido á cozedura prolongada da maçã, a mesma deve ficar com uma validade de consumo, ou uma durabilidade de 5 a 6 dias. Se o propósito for o consumo após este período, deve-se submeter o alimento á refrigeração, sob pena de nos surpreendermos, ainda nesse período com o aparecimento de bolores, embora saibamos que o produto foi cozido e revestido com um conservante natural- o açúcar! Só que a proporção, ou o ponto BRIXº, não é suficiente, para evitar o aparecimento de microorganismos, simplesmente porque a calda não é forte, logo a % de água ligada ás partículas na solução é pequena, ficando a % de água livre excessiva. Apesar de quimicamente sabermos que "semelhante dissolve semelhante", esta regra não invalida, nem torna isento de putrefacção o produto obtido. De notar, que os ovos moles só devem ser adicionados no momento do consumo.
E, pronto termino a rubrica desta semana de I & D da melhor forma, sugerindo esta simples sobremesa como um ponto de partida...que se pode estender a outras frutas!..Caramelizem-se,
Gi Dinis
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