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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Informação...A minha maçã é levógira? Como????

















As cores das frutas ...
Resultado de imagem para maça vermelha e verde
Maçã (royal gala)

Viva...


...o máximo que puder e o melhor que conseguir!..mas tentando sempre aprender o máximo tirando partido das situações, e naturalmente tirar as devidas ou perceptíveis  ilações.  É, isso que eu e um grande número  de pessoas neste mundo tentamos fazer...não querendo, saber tudo porque ninguém consegue abarcar conhecimentos dos inúmeros assuntos... , mas perceber ainda que sucintamente do que somos feitos, entender os mecanismos básicos que se desenrolam em vários seres vivos animais e vegetais e   como, porquê e  onde podem ocorrer  esses acontecimentos. É, mais ou menos isso que hoje registo na publicação..porque o blog é centrado na área alimentar...e convém saber Q,B. sobre eles, porque é deles que dependemos. 

Os produtos alimentares naturais, são constituídos por minúsculas partículas organizadas (células) constituindo vários tecidos com funções específicas. Naturalmente, se reproduzem, nascem, crescem e amadurecem até apodrecerem. E têm cores!...falando especificamente dos frutos..amarelos, verdes, castanhos, roxos, laranja e vermelhos, etc., então porque é que  uma maçã é vermelha?...A resposta é:- porque absorve o verde! :-), parece absurdo, mas não!

E, quase que como uma estória simples, que rapidamente se conta...e facilmente se entende! Vou tentar...

Quando há luz solar, ela incide intensamente sobre as plantas para que se realize um fenómeno natural, que é primordial para a existência de vida na Terra...é a fotossíntese! Bom, na fotossíntese há variadíssimos processos microscópicos ( a nível celular), que são cruciais para o desenvolvimento da própria planta, conferindo-lhe todas as características que macroscopicamente conhecemos e podemos observar. Na célula vegetal os  processos desenrolam-se muito rapidamente e não são observáveis a olho nu, por este motivo são designados microscópicos, Neles, desenrolam-se trocas de substâncias, há libertação de energia química (NADP+, NADPH), existem microprocessos muito complexos que dependem inteiramente da luz solar e da temperatura ambiente a que a planta está sujeita(processos respiratórios e fermentativos), desencadeiam-se reacções enzimáticas para diversos fins específicos  e  formam-se produtos decorrentes das reacções(glicogénio, H2O e O2). Quase tudo isto se passa dentro um simples organelo existente apenas nas plantas, denominado cloroplasto existente nas folhas. A propósito... algumas   das diferenças  entre  uma célula animal e uma  célula vegetal residem no facto de a célula vegetal possuir cloroplastos e parede celular. 

Nesta sequência, quase todas as matérias ou compostos têm em comum os  átomos de carbono, oxigénio e hidrogénio, sendo a sua disposição diferente de composto para composto originando por isso uma estrutura única para cada um deles. Por exemplo, há compostos em que só existem ligações simples entre os átomos ou moléculas, existem outros em que as ligações são duplas, por isso mais difíceis de quebrar e assim sucessivamente. Situando-nos...estamos a falar de bioquímica da matéria orgânica (muito complexa...com muitas particularidades!..e muitos estudos). Assim, e segundo o que aprendi em bioquímica só os compostos com ligações duplas têm cor, porque a luz solar, mais especificamente o espectro do visível consegue atravessar a estrutura do composto, indo quebrar as ligações duplas existentes nestes, realçando-lhes a cor mais intensa.  Tudo isto é medido por um aparelho chamado espectrómetro, que regista o ponto exacto no sistema RGB do material que está a ser objecto da espectrometria. Complementarmente, temos a medição da rotação específica do composto..que já lhe conhecemos a cor, a estrutura e só queremos saber medir a intensidade da mesma, ou seja o seu grau de pureza...na quantidade de hidratos de carbono. Para esse estudo , concentramos uma quantidade de hidratos de carbono numa solução específica e colocamos o composto dentro de um polarímetro, ajustando a sua leitura através de um óculo a um padrão específico...lendo de seguida! As leituras possíveis podem apenas ser 2, se for negativa diz-se que o composto é levógiro, se for positivo é dextrógiro. É a mesma coisa que dizer que uma roda, ou tem rotação para a esquerda e a outra tem a rotação para a direita.

A leitura é baseada no estudo de que uma molécula não é simetricamente igual, logo poderá não ter a mesma disposição, e que estas condições são válidas apenas para compostos de carbono ou que contenham o grupo carbonilo, bem como têm de possuir ligações duplas.---Daí, a água (H2O) não ter cor :-)

É salutar conhecer um pouco destes "fenómenos" naturais, simples...e que albergam tantos mecanismos...vitais para todos nós!
Gi Dinis














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