Trança
Viva...
Para começar a semana com uma prática e agradável refeição eis aqui uma sugestão que pode fazer a diferença para algumas pessoas que se encontram naquela fase de não quererem refeições pesadas...mas também não querem descurar a qualidade das refeições que tomam. Assim, podem optar pelo processamento desta belíssima produção...porque reúne certamente a qualidade que procuram, e por outro lado não se torna pesada para o estômago, porque a massa é por si só muito leve.
Por vezes ocorre-me umas ideias culinárias que resultam apressadamente do facto de perceber que afinal aquela porção de alimento que tenho predestinado para a próxima refeição, não irá ser suficiente para saciar a gula das pessoas cá de casa, et maintenant, torna-se necessário complementar a matéria prima principal avec quelque chose...un peu différent mais egalement de qualité... et á propos de ça laissez faire , laissez passer! Et si le moment a été heureux: - oh c'est magnifique! mais, si tout a éte mal...- n'a pas de nouvelle!:-))...mas correu bem!...então prepara-se uma refeição agradável com umas nicas que até já não serviriam para quase nada. Foi o caso! Um pouco de carne, 4 fatias de fiambre, legumes variados e um pouco de massa tenra sobrante de uma outra preparação. Então...
...A trança não é mais do que uma combinação (adoro!:)) de um pouquinho de carne juliana, com imensos legumes (não é paprika, loll!) tipo mix de cenoura, ervilha feijão verde, rebento de soja, brócolos espinafres e outros que tenham na refrigeração, misturados e temperados levemente com óleo, alho, caril, pimenta, gengibre, limão/laranja, vinagre, e uma pedrinha de sal combinada com uma pitada de intensificador de sabor..e uma gota de mostarda. Tudo é salteado num sauté, até atingir um ponto de cozedura bem seguro, em fogo lento. Aqui não interessa selar a carne, mas sim retirar-lhe o máximo de sucos possíveis para que os legumes os incorporem. Não esquecer que o único tempero de toda a mistura é adicionado antes de estarem no sauté. e por essa razão não deve ser em demasia, uma vez que parte do tempero da carne irá para os legumes.
Quando tudo estiver bem salteado, estende-se a massa tenra ou uma massa quebrada em forma de rectângulo numa superfície isenta de poeiras ,e golpeia-se nos lados . A profundidade não deverá ser muita porque depois torna-se mais difícil o fecho e o entrelaçar da trança, podendo o recheio transbordar quando for sujeito à temperatura elevada do forno. Na superfície da massa ajustam-se 2 fatias de fiambre, colocando-se o recheio em cima. De seguida tapa-se o recheio com outras 2 fatias de fiambre e começa-se a entrelaçar a massa, até estar todo recheio coberto. Pincela-se com um pouco de água, para que algum bocadinho de massa mal aderente fique bem colada (a água juntamente com a farinha, isto é o amido, fica com propriedade selante e colante) e leva-se ao forno que deve estar a uma temperatura de 200ºC. No final da cozedura, retira-se cuidadosamente para não partir e aconchega-se com um arroz...simplesmente branco, sequinho e bem aromatizado com um dente de alho frito (!), em azeite mergulhado em água, deixando que esta evapore o mais possível. Uma salada verde é uma boa opção, ou cenoura ralada com tomate cherry combina na perfeição...
É útil perceber que a dimensão da trança não deve ser inferior a 30 cm, se for planeada para 4 pessoas, tal como se deduz que a largura não deve ser fina, sob pena de o recheio ou algum suco poder escapar para fora da massa, tornando-se mole. Vale a pena experimentar, e até poderá reservar na refrigeração, aquecendo no forno tradicional.
A massa tenra...é fácil de preparar, bastando para isso um punhado de farinha, um tanto de manteiga e uma porção incerta de leite temperado com uma pedrinha de sal. No final da amassadura, deixo-a descansar uns minutos para que se torne mais elástica. O resultado é positivo, e poderá utilizar o excesso para ajustar algum lado menos perfeito.
O aspecto sensorial é bom...ficando em sintonia com o resto da estória.
Realmente, todos gostámos!
Gi Dinis
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