QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR: * Ideias & Desenvolvimento de Produtos Alimentares *Serviços, Eventos e Workshops *Informação alimentar
Viva...
Mais... um dia, uma semana, um mês, um ano, uma década, meio século ou até 100 anos!..Ninguém sabe o tempo que por cá vai andar, mas poderá aprender e saber enquanto cá anda, algo que melhore o seu tempo de vida....é com certeza um dos desafios lançados nestas últimas décadas à sociedade em geral. Uma sociedade mais interessada no estudo do prolongamento da vida humana, com mais qualidade, maiores recursos alimentares e acima de tudo ter menos problemas de saúde! Seria este o mundo IDEAL...:-), quem não considera?..não conheço ninguém que não o ambicione... nem que seja por um dia ou mesmo em sonhos... :-)) ...eu ambiciono!...e tento contribuir de forma a torná-lo possível,por isso, gostaria de conseguir sugestionar ou convencer alguém a acompanhar-me!
Tudo tem início...com um simples gesto que, faz toda a diferença!..A higienização e a desinfecção das mãos. Dizem muitos e com razão que a limpeza das mãos..." é um gesto limpo depois de um gesto sujo"...verdade!
Para que este seja um gesto mecanizado é necessário que seja incutido, e para isso torna-se necessário que faça parte da rotina de uma qualquer família. É, sem qualquer preconceito, muito usual nos países ocidentais, onde existem pessoas preocupadas com a saúde pública, as regras de sociedade funcionam, são incutidas noções e princípios de higiene desde a mais tenra idade, e onde a manipulação de alimentos em geral é executada comumente em condições de assépsia (limpeza e desinfecção das superfícies), e a lavagem, o enxaguamento e a secagem das mãos é um acto primordial...mas normal! Não se pense que se está a falar de um assunto pretensioso ou mesmo..só para alguns...não! Deveria ser uma norma instituída em todos os lares por diversas razões, das quais vou apontar algumas: - *Com uma limpeza correcta das mãos eliminam-se barreiras (redução decimal) na incursão ou penetração de possíveis agentes patogénicos nos alimentos que diariamente manipulamos para o nosso próprio consumo e para outras pessoas, - *Com uma limpeza e desinfecção correcta das mãos eliminamos as possibilidades de contágio de várias doenças, uma vez que um simples aperto de mão pode terminar (involuntariamente) numa ida ao hospital mais próximo por via de uma propagação de um vírus ou uma bactéria que nem imaginaríamos que poderíamos ser o seu hospedeiro, - * Com uma simples lavagem de mãos sentimos "aquela" sensação de limpeza, depois de termos tocado algo que nos incomodou.
Falando da área alimentar profissional...aqui estão instituídas várias regras de âmbito geral que assentam em normas comunitárias adaptadas, depois, em cada um dos países membros por legislação específica. Refiro-me, naturalmente a normas que visam a qualidade e segurança alimentar e que se designam por ISO: 22000. Baseiam-se nas directrizes proferidas pelos estudiosos da área microbiológica dos alimentos, e da área da saúde em geral. Nelas, aconselham-se os profissionais que manipulam os alimentos a colocar umas protecções nas mãos, vulgarmente designadas por luvas...porque...simplesmente esta imposição não deverá contemplar só a possível má higienização e desinfecção das mãos! Pois não,,,é porque nas mãos também existem enzimas..que estão em actividade constante, são as nucleases! As chamadas enzimas de membrana.. que sem k nem para k "activam e contaminam" muito facilmente tudo o que se encontra no seu caminho...enzimas+transpiração+resíduos= contaminação microbiana por mais ínfima que seja. Esta é a razão porque se recomenda a utilização de luvas pelos profissionais da área alimentar que manipulam muitos alimentos. Passando a uma outra vertente da higienização...tenta-se sempre e o mais possível fazer uma higienização da área onde se manipulam os alimentos...como já publiquei anteriormente sobre a higienização. Mas, a higienização deve ser explicada e percebida...não é só aplicar os detergentes que melhor cheiram! Não..aqui existem 2 variedades que poderão completar uma higienização quase perfeita! (perfeita não pode ser porque os resíduos ou partículas que se passeiam pelo "ar" assentam em qualquer superfície contaminando-a de seguida), os chamados detergentes ácidos (pH de 1 até 6) e os básicos(pH de 8 a 14) Resumidamente, os desengordurantes são constituídos por ácidos que servem para remover gordura entranhada em objectos, tecidos ou superfícies e são compostos por substâncias à base de ácidos gordos e grupos de compostos constituídos complementarmente com o grupo OH, e os detergentes básicos são mais do tipo surfatantes ou seja de limpeza comum, segmentados mais para uma emulsão na limpeza. São constituídos por substâncias gordurosos tensioactivas e sais NaOH ou KOH. Nos 2 tipos de detergentes existe sempre uma componente saponificante , adicionada a enzimas predominantemente lipídicas denominadas lipases, ás quais se juntam outros activadores de lavagem específicos para o tipo de limpeza a que é destinado. A composição maioritariamente de gordura é necessária porque sem a gordura (lípidos) incorporada não se forma a saponificação, logo não há remoção dos compostos existentes na superfície nos tecidos ou o que se esteja a higienizar. Outros tipos de detergentes existem, mas estes são os que se utilizam na generalidade. Outras formas de higienizar existem..mas não são utilizadas normalmente nem nas nossas casas nem diariamente na industria ou sector alimentar. Refiro-me á limpeza por vapor...é feita oportunamente e quando a rotatividade das matérias primas pelas superfícies mais inacessíveis o exigem! Não poderia deixar de falar sobre o desinfectante vulgarmente chamado de lixívia...ugh!...aquele cheiro horrível que fica no ar, nas mãos, em tudo o que o produto toca!...proibido no sector alimentar profissional, é muito utilizado nas limpezas domésticas, com a finalidade de remover sujidade mais incrustada...há quem use e abuse deste composto de limpeza...eu não utilizo porque detesto o cheiro, prefiro por isso outros removedores igualmente eficazes. Além do odor incomodativo, é um produto que contém muitos ácidos corrosivos que danificam o local onde são administrados, e é altamente nefasto para a saúde humana, nomeadamente para a pele, olhos e sistema respiratório. Existem, ainda aquelas mezinhas ((receitas caseiras), que não são de todo inúteis...o caso da limpeza com vinagre, bicarbonato de sódio, limão e outras substâncias são uma alternativa, ainda que rudimentar. Por curiosidade já experimentei e verifiquei o poder do vinagre como removedor das sujidades do fogão, e fiquei surpreendida! Mas já percebi porque dá resultado, é tão somente porque é o ácido acético ou etanóico que reage bastante na presença de O2 (aerobiamente) com substâncias específicas presentes na placa da sujidade. Creio que essas substâncias contém compostos (provavelmente ésteres - junção de ácidos com alcóois -) de cadeia longa, maturando-se assim o produto formado. Muito mais há a dizer...mas espero ter contribuido para uma melhor saúde pública e consequentemente a vossa, a partir da minha...através destas dicas! Gi Dinis |
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| Consistómetro de Botswick |
| Alimentos Viva..,
Inspire, expire, aspire e ...respire! Para melhor descansar no fim de semana que já começou, nada como passar um bocadinho tranquilo no sofá lendo um pouco, dormitando de vez em quando, recarregando energias para enfrentar a carga de trabalho que provavelmente terá nos próximos dias!...Que seja como um exercício respiratório benéfico, vigorante, pleno de satisfação e tranquilidade...vou encetar esforços no sentido de conseguir "fazer passar" a minha sugestão! :-) e...acredito que...
Quando nos sentimos assim, nem imaginamos ou pensamos na quantidade de contracções e distorções musculares que o organismo faz de modo voluntário e involuntário; e muito menos temos a noção dos mecanismos metabólicos que eles envolvem! Apenas sabe o comum dos mortais, que os pulmões para funcionarem...inspiram e expiram ar - oxigénio...quimicamente uma substância designada por O2!...uma imagem, apenas que nos invade a mente. E bem! Ou seja, tudo isto se processa porque os órgãos em causa procedem uma elasticidade e uma consistência adequada à função que têm. Nada de novo...
Agora, imagine a elasticidade, a consistência, a fluidez, a viscosidade, a textura, o espessamento, a maciez, e a plasticidade de um alimento...sólido ou líquido! Hummm..são só umas noções muito superficiais aquelas que irei abordar, porque além destes assuntos serem imensamente complexos..são de âmbito superior, o que não é de todo a minha ideia...mas, acredito que qualquer mortal já idealizou ou presenciou qualquer uma destas características num produto alimentar. Ao estudo das propriedades intrínsecas do alimento cru ou cozinhado chama-se Reologia dos Alimentos, que mais não é do que o comportamento do alimento perante variadas circunstâncias...ou dizendo de uma forma mais académica, é o estudo da resistência molecular ou das partículas que formam um qualquer produto alimentar. E, para que serve? simplesmente para observarmos o estado sensorial do alimento que vamos consumir, e decidirmos se nos agrada ou não, e acima de tudo é um estudo vocacionado para os profissionais da industria alimentar detectarem se o alimento confere com o previsto ou se está conforme...para além de que é um estudo que poderá controlar a Shelf Life (tempo de prateleira) do alimento ou a sua vida útil (validade).
Para se efectuar um estudo desta natureza, temos de separar ou isolar as informações que queremos saber e conjugá-las com o binómio tempo/temperatura, .... sendo que , se nos debruçarmos sobre o estudo de um sólido, estamos perante um estudo da elasticidade, se o estudo se aplicar a um líquido vamos estudar a plasticidade desse fluido. Para esses estudos existem aparelhos específicos e adequados. Exemplificando melhor...uma polpa de tomate industrial deverá ser fluída, mas com a consistência adequada e ter sempre o mesmo grau de fluidez, então após a conclusão do processo produtivo aplicamos o teste de fluidez ou consistência com um consistómetro de botswick, que mede exactamente a distância percorrida pelo fluido (polpa de tomate) no aparelho, num determinado período de tempo. Agora...um alimento sólido por exemplo a ervilha, cujo estudo se segmenta para um posterior e determinado estado sensorial perante o consumidor; aqui utilizamos um tenderómetro que irá medir exactamente o grau de maturidade do grão da ervilha percebendo, assim se o vegetal está no ponto certo para a colheita. Referindo mais alguns...o teste de maciez da carne serve para medir a maciez da carne crua, o teste de textura dos biscoitos serve para testar a textura e rigidez do biscoito após o exercer de uma força exterior...e existem muitos outros que medem exactamente todas as propriedades de que falei.
Uma ultima consideração que não é menos importante: os testes aos alimentos sólidos são naturalmente diferentes dos testes aos alimentos líquidos porque uns revestem-se de características diferentes dos outros. Assim, se aplicarmos temperatura a um sólido ele tende a solidificar...mas depois volta à forma inicial, pelo que não poderemos verificar o comportamento ou o alinhamento das partículas depois do processo...por ser um sólido! Mas se estudarmos a fluidez de um líquido...temos a possibilidade de estudarmos intrinsecamente o seu comportamento porque ele à partida não muda de estado físico. Assim poderemos estudar o direccionamento das partículas nas polpas de vegetais e frutas, o estiramento das caldas, a degradação das gotas de maionese ou chantilly...etc. Um mundo de opções que está frontalmente exposto à indústria alimentar..sempre com o intuito de melhorar as propriedades organolépticas dos produtos que fabricam. Espero ter contribuído para um melhor conhecimento do que se pode comprar por aí!(E que por vezes pensamos que o processo é sempre igual e afinal não...) Ah!..Se lhe aparecer uma embalagem fresca de ervilhas moles...já passaram do grau de frescura exigível pelo consumidor, pelo que dentro de horas estarão quase desfeitas. Mas se comprar um bolo com crosta crocante...isso é frescura! Bom fim de semana!... Gi Dinis |
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| Folhado de Vegetais |
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| Sal... uma solução?!?... (homogénea para uns, heterogénea para outros) Viva...
Publico hoje a minha opinião sobre uma matéria-prima alimentar que gera polémica na grande opinião, alimenta guerrilhas entre profissionais de várias áreas, é (ainda) uma matéria-prima indispensável em praticamente todos os lares, e imprescindível em muitas tarefas científicas no âmbito da investigação biotecnológica, sendo utilizada posteriormente como parte integrante dos produtos resultantes. Pouco vou dizer sobre o Sal, porque todos sabem algo sobre o sal..um alimento sobejamente conhecido por toda a população mundial, particularmente um factor de discórdia aqui em casa ....
Palavra muito antiga, deriva do latim "salis", é um produto da mãe natureza e vem sendo desde tempos longínquos utilizado como meio ou modo de conservação de alimentos. Dizia-se por isso que os alimentos se encontravam em salmoura, isto é envoltos numa quantidade enorme de sal que os mantinha conservados por um largo período de tempo e prontos para serem consumidos, sem grande perigo microbiológico. E porquê?...porque o sal, sendo um cristal na sua descrição mais básica possui uma forma física relevante que uma vez agregado ao produto alimentar vai ocupar "fisicamente" (quase!:-)), o espaço ocupado pelas partículas ou moléculas de água que neste caso só lá estão para "provocar problemas ao alimento", enquanto parte (des) integrante do alimento. Como sabem os profissionais e estudiosos destas matérias, um alimento com uma quantidade de água livre(Aw) abaixo de +- 92%, é altamente susceptível de ter uma carga microbiana desastrosa, procedendo-se o apodrecimento do produto, por activação enzimática, microbiológica e alteração de pH num curto espaço de tempo. Por outro lado, já que estou no " capítulo" da microbiologia, convém dizer que um meio altamente concentrado em teor de sal é uma "delícia" para as bactérias halófilas..que pura e simplesmente adoram meios sólidos ou líquidos com altas concentrações de sal... Além de conservante dos alimentos, o sal também tem a função de tempero...conferindo aquele gostinho apetitoso que é apreciado pela maioria das pessoas. No entanto, esta satisfação é punida posteriormente pelos diversos mecanismos operantes no organismo humano...e quanto a este assunto que é do domínio público, há aqueles que defendem com unhas e dentes o malefício do sal no organismo, mais especificamente no entupimento das veias e artérias, podendo provocar doenças cardíacas. Sabe-se que as doenças cardíacas são a primeira causa de morte a nível mundial e que a ingestão de sal poderá ser um factor contributivo para que tal aconteça!... E, por outro lado existem os defensores da ingestão de sal como sendo necessário e imprescindível ao organismo....não sei de que lado estou!..mas o que defendo é aquilo que leio, ouço e sinto!...então, considero que necessito de sal, porque sei que o sal (Na+), faz parte integrante do meio celular, nomeadamente nas trocas de minerais entre o interior e o exterior celular, e é benéfico na sudação da pele. Também, aprecio uma comidinha temperada com umas pedrinhas de sal, de preferência sal natural (salgema). A título de curiosidade, a existência de minas de sal, no interior da terra é verdadeiramente fascinante, eu acho!...porque traduz a " manifestação trabalhosa " que a mãe natureza consegue impor. O sal, já foi moeda de troca de bens e serviços, considerado por isso um bem muito precioso - diz-se que como era utilizado como conservante tinha valor bastante para ser transaccionado como tal. Utilizado também como parte integrante de alguns fármacos, tem a função essencial de excipiente homogéneo "fortalecendo" por isso o produto onde está inserido. Vulgarmente existe como sendo sal e um ião positivo, Na+, com pH básico, o que significa que recebe protões sendo esta a teoria de Lewis (químico estudado nas disciplinas de química geral :-(). Deixo aqui um link, sobrehttps://www.epochtimes.com.br/polemica-sobre-sal/#.VTWQdiFVikp Como uma pessoa normal, vejo o sal apenas como um cristal, natural, essencial e usual! Gi Dinis |
| As cores das frutas ... |
| Maçã (royal gala) Viva...
...o máximo que puder e o melhor que conseguir!..mas tentando sempre aprender o máximo tirando partido das situações, e naturalmente tirar as devidas ou perceptíveis ilações. É, isso que eu e um grande número de pessoas neste mundo tentamos fazer...não querendo, saber tudo porque ninguém consegue abarcar conhecimentos dos inúmeros assuntos... , mas perceber ainda que sucintamente do que somos feitos, entender os mecanismos básicos que se desenrolam em vários seres vivos animais e vegetais e como, porquê e onde podem ocorrer esses acontecimentos. É, mais ou menos isso que hoje registo na publicação..porque o blog é centrado na área alimentar...e convém saber Q,B. sobre eles, porque é deles que dependemos.
Os produtos alimentares naturais, são constituídos por minúsculas partículas organizadas (células) constituindo vários tecidos com funções específicas. Naturalmente, se reproduzem, nascem, crescem e amadurecem até apodrecerem. E têm cores!...falando especificamente dos frutos..amarelos, verdes, castanhos, roxos, laranja e vermelhos, etc., então porque é que uma maçã é vermelha?...A resposta é:- porque absorve o verde! :-), parece absurdo, mas não!
E, quase que como uma estória simples, que rapidamente se conta...e facilmente se entende! Vou tentar...
Quando há luz solar, ela incide intensamente sobre as plantas para que se realize um fenómeno natural, que é primordial para a existência de vida na Terra...é a fotossíntese! Bom, na fotossíntese há variadíssimos processos microscópicos ( a nível celular), que são cruciais para o desenvolvimento da própria planta, conferindo-lhe todas as características que macroscopicamente conhecemos e podemos observar. Na célula vegetal os processos desenrolam-se muito rapidamente e não são observáveis a olho nu, por este motivo são designados microscópicos, Neles, desenrolam-se trocas de substâncias, há libertação de energia química (NADP+, NADPH), existem microprocessos muito complexos que dependem inteiramente da luz solar e da temperatura ambiente a que a planta está sujeita(processos respiratórios e fermentativos), desencadeiam-se reacções enzimáticas para diversos fins específicos e formam-se produtos decorrentes das reacções(glicogénio, H2O e O2). Quase tudo isto se passa dentro um simples organelo existente apenas nas plantas, denominado cloroplasto existente nas folhas. A propósito... algumas das diferenças entre uma célula animal e uma célula vegetal residem no facto de a célula vegetal possuir cloroplastos e parede celular.
Nesta sequência, quase todas as matérias ou compostos têm em comum os átomos de carbono, oxigénio e hidrogénio, sendo a sua disposição diferente de composto para composto originando por isso uma estrutura única para cada um deles. Por exemplo, há compostos em que só existem ligações simples entre os átomos ou moléculas, existem outros em que as ligações são duplas, por isso mais difíceis de quebrar e assim sucessivamente. Situando-nos...estamos a falar de bioquímica da matéria orgânica (muito complexa...com muitas particularidades!..e muitos estudos). Assim, e segundo o que aprendi em bioquímica só os compostos com ligações duplas têm cor, porque a luz solar, mais especificamente o espectro do visível consegue atravessar a estrutura do composto, indo quebrar as ligações duplas existentes nestes, realçando-lhes a cor mais intensa. Tudo isto é medido por um aparelho chamado espectrómetro, que regista o ponto exacto no sistema RGB do material que está a ser objecto da espectrometria. Complementarmente, temos a medição da rotação específica do composto..que já lhe conhecemos a cor, a estrutura e só queremos saber medir a intensidade da mesma, ou seja o seu grau de pureza...na quantidade de hidratos de carbono. Para esse estudo , concentramos uma quantidade de hidratos de carbono numa solução específica e colocamos o composto dentro de um polarímetro, ajustando a sua leitura através de um óculo a um padrão específico...lendo de seguida! As leituras possíveis podem apenas ser 2, se for negativa diz-se que o composto é levógiro, se for positivo é dextrógiro. É a mesma coisa que dizer que uma roda, ou tem rotação para a esquerda e a outra tem a rotação para a direita. A leitura é baseada no estudo de que uma molécula não é simetricamente igual, logo poderá não ter a mesma disposição, e que estas condições são válidas apenas para compostos de carbono ou que contenham o grupo carbonilo, bem como têm de possuir ligações duplas.---Daí, a água (H2O) não ter cor :-) É salutar conhecer um pouco destes "fenómenos" naturais, simples...e que albergam tantos mecanismos...vitais para todos nós! Gi Dinis |

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Viva...
Uma publicação informativa sobre o consumo de um composto natural,com ordem de grandeza imensa, merece sem dúvida um esclarecimento sobre a sua natureza. sobre este assunto, pouco vou dizer, porque há muito para dizer...muito detalhadamente. Mas como aqui, o que interessa é apenas descrever resumidamente o tema abordado, sem entrar em grandes explicações científicas (até porque também não as sei!), e tentar informar sucintamente os pontos principais. Como já tive oportunidade de referir várias vezes, a informação alimentar dos produtos que apresento são da minha exclusiva responsabilidade, uma vez que sou eu que os produzo e os processo, e a explanação vaga que eu faço sobre temas alimentares é fruto dos meus razoáveis conhecimentos adquiridos com a minha experiência profissional, e principalmente com os estudos com que tenho prosseguido na ESAC - IPC. Assim, não quero fazer passar "aquela ideia" de que sei tudo :-)...nem que sou a detentora de muiiittttttttoooosss conhecimentos...ohohoh! Há tanto para saber!...eu sei tão pouco! - em todas as aulas apreendo algo de novo..que me enche o ego, sim..porque gosto de saber, aprender, fazer, e....acontecer!... Mas não gosto de permanecer!...
Com ou sem glúten!...sempre se sobrevive. Glúten, é, naturalmente uma palavra relacionada com produtos alimentares, sendo razoavelmente difundida nas sociedades mais estruturadas, e consequentemente preocupadas com o público consumidor, no aspecto de lhe oferecer um produto seguro, e com informação correcta da sua composição. O objectivo da sua difusão assenta na possibilidade de captar público consumidor de todas as faixas etárias que por razões de transmissão genética ou biológica é alérgico a este composto de origem vegetal. Resumidamente... o glúten não é mais do que a junção de 2 proteínas vegetais, existente no amido (hidrato de carbono) de cereais como por exemplo no trigo, na aveia, e centeio entre outros. A forma como se concentra restringe-se apenas no amido existente nestes cereais sendo adimensional, isto é a % de cada proteína poderá variar num único monómero de amido, e consequentemente no polímero do mesmo...mas o que é o amido?..o amido é "aquele pozinho branco que fica depositado no recipiente da batata descascada e colocada em água"...e que pode causar alergias ou inflamação na parede intestinal de pessoas que por uma razão genética ou biológica não toleram o consumo deste composto. E não toleram porquê? Porque o amido que se encontra nas farinhas dos cereais que já mencionei quando misturado com água confere uma elasticidade e viscosidade á farinha que quimicamente liberta uma espécie de gás, porque foi iniciado e induzido um processo fermentativo.
Como já se ouve falar há uns tempos, as pessoas alérgicas ao glúten são chamados de celíacos, pelo que têm de ingerir produtos isentos deste composto. Actualmente, e segundo as técnicas mais recentes de separação de compostos, o processo separativo das proteínas aliadas existentes no glúten já são comuns, podendo assim existir alimentos isentos de glúten. No final, e se o processo for elaborado, o produto final adquire a mesma propriedade sensorial, diferindo claramente na estrutura química, por ausência de uma das proteínas existentes no glúten, que entretanto foi submetida a um processo separativo. Para uma maior segurança na ingestão de alimentos por parte deste tipo de pessoas, tornou-se uma regra adoptada pela industria alimentar e direccionada pelas entidades reguladoras da saúde europeia e de outros países mais desenvolvidos, a obrigatoriedade de rotular o produto alimentar com a informação da existência ou não de alguma quantidade de glúten. O uso de produtos recomendados para celíacos, tornou-se comumente de forma gradual tendo sido adaptado para crianças de tenra idade, precavendo assim algum possível problema de ordem gástrica... tendo isto sido estabelecido por opção de alguns profissionais de saúde.
Mais algumas informações, possivelmente há sobre o glúten..mas considero que já transmiti o que sei sobre o assunto. Não sou portadora desta alergia, nem nunca fui intolerante a este composto, mas não sei se poderei vir a ser no futuro...biológicamente e metabolicamente estamos sempre em mudança contínua...por dentro e por fora!...todos sabemos que sim... ..."Põe o mínimo que és em tudo o que fazes." - Fernando Pessoa Gi Dinis |