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quinta-feira, 12 de março de 2015

I & D de Produtos Alimentares...Tarte (quebrada) de queijo Fresco



               
Tarte de Queijo Fresco


Viva,



Tartes, tartezinhas e tarteletes!...há milhares de receitas. Salgadas, doces, servidas quentes, frias e até geladas. E, muitas delas podem  ser formadas por  vários tipos de massa, a saber: folhada, areada, bolacha e até quebrada. O objectivo principal é segurar o recheio que dentro dela se coloca...todos sabemos isto. Mas, o grande trunfo é aliar a textura correcta da massa com o recheio...porque se degustarmos uma tarte de massa  quebrada com um recheio de ovos moles, ou uma tarte de massa folhada com ovos moles...a nossa opinião difere!..há algo na combinação que não está ajustado, logo não irá ser um dos nossos ícones culinários. Pode parecer que, não interessa nada, mas é seguramente um dos grandes segredos do produto final.

A tarte que hoje publico é um destes exemplos...é uma das minhas preparações mais apreciada cá por casa. A massa é quebrada, confeccionada de uma forma não habitual, conferindo ao produto final uma sensação de crocância que muito agrada ao palato de quem a prova.  O recheio, á base de gemas homogeneizadas, açúcar, queijo fresco e uma pitada de baunilha completa esta produção. É uma produção fácil de executar e o flavor remete-nos a ideia das queijadas de Coimbra, queijadas de Pereira ou as queijadas de Tentúgal...cito todas elas porque entre cada uma destas receitas as diferenças são mínimas. 

Eu não gosto muito de copiar receitas!...mas copio, basicamente,  quando sou solicitada para preparar um determinado produto que tem ser fidedigno...mas prefiro introduzir-lhe qualquer elemento que lhe confira o meu toque, a minha mão, o meu "sabor" próprio. Será mania de contrariar?..ahahh, não!!! 

Voltando à tarte apresentada hoje, cuja foto não é profissional..:-), parece estar com um aspecto sensorial abaixo do aceitável, mas é só da foto! porque quem a prova, a aprova! Então, faço uma massa quebrada com um pouco de manteiga, água, sal e farinha. Deixo-a descansar uns minuto e  começo a trabalhar em assépsia, isto é, com tudo o que vou necessitar e a bancada bem desinfectada. Sovo a massa, tendo o objectivo de a tornar muito elástica (este é um dos segredos para que fique crocante no final), e estico-a até ela "aguentar". Transfiro-a para uma tarteira, adaptando a massa à forma da tarteira. Preparo o recheio, moendo o queijo fresco com o açúcar e as gemas homogeneizadas salpicando tudo com umas leves raspas de baunilha. Fica uma massa grossa, bem encorpada e homogénea. Recheio a tarteira e submeto a preparação a uma temperatura de 180ºC por cerca de 20 minutos. Verifico a cozedura com um garfo ou um espeto e elevo a temperatura do forno(só na resistência inferior ) por mais 10 minutos. Controlo a cozedura, para não dar a possibilidade da carga microbiana existente (que deverá ser pouca) se difundir, uma vez que esta se pode desenvolver, por existirem derivados do leite. Quando a tarte estiver seca mas não muito dura retiro do forno e deixo arrefecer. 

Simples de confeccionar, e óptima de degustar!
Gi Dinis

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