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quinta-feira, 19 de março de 2015

I & D de Produtos Alimentares..Fruta Fim-de-semana!....A fruta natural que sonhava ser caramelizada





















 Fruta Fim-de-Semana

Viva,



Termino a publicação de I & D desta semana com uma proposta de sobremesa baseada em fruta natural, aliás...diversas frutas!, daquelas que por um motivo ou outro rebolam, ou preenchem, sem graça, a bancada da cozinha.  Esta sugestão poderá não agradar a todos aqueles que gostam de uma sobremesa inteiramente doce e convencional, mas esta sugestão tem sempre o seu lugar numa mesa recheada com sobremesas à base de bolos, pudins ou doces de colher. É, por si só uma proposta com ingredientes naturais, a fruta...sendo esta de estação ou não. Eu escolhi as pêras e o ananás porque eram estas as frutas que tinha  em casa, mas a sobremesa adapta-se a qualquer outra. E, se for servida em travessa de vidro para que sobressaiam  todas as cores e reflexos da fruta açucarada e caramelizada..ainda melhor!..e o melhor partido a tirar desta preparação resulta no facto da mesma ser válida por vários dias, ou seja a sua perecibilidade é garantida por mais tempo devido à caramelização, pelo que poderá ser preparada para uma ocasião especial, com um dia ou dois de antecedência.  Ao vivo, a preparação tem muito mais impacto visual, mas pela foto que apresento não se distinguem bem as frutas de  que disponho, mas garanto-vos  que o resultado foi positivo.

Assim, dando início à descrição da proposta que hoje apresento começo por vos ajudar a preparar uma calda de açúcar não muito forte, mas com uma densidade suficiente para  que se "agarre" à superficie da fruta que deverá ter sido submetida a uma cozedura em água com umas gotas de um bom Porto. A calda de açúcar a que me refiro, deve ser composta de 1/2 de açúcar para 1/2 de água, para que no final o ponto Brixº se situe nos 50%. Deixa-se arrefecer esta calda, e retira-se metade para um  recipiente à parte, ao qual se adiciona uma colher de sopa de açúcar mascavado, elevando tudo a uma temperatura que rondará sensivelmente os 70ºC. Esta calda ficará com uma cor dourada, não podendo ficar acastanhada, sob pena do produto final ficar com  propriedades organolépticas desagradáveis. Convém explicar que esta caramelização é o resultado da evaporação da água e da desagregação da sacarose (polímero de glucose + frutose) em monómeros designados neste caso como sendo  monosacarídeos mais simples, os que referi à pouco.   Este processo é tanto mais lento consoante a temperatura á qual é submetida. Considero  estas pressupostos importantes de referir, porque consegue-se perceber melhor o processo da caramelização e assim obter-se uma melhor qualidade para o caramelo.

Depois de dispormos da fruta aromatizada e meia cozida, e de termos o caramelo pronto, é só necessário fazer a montagem da sobremesa. Poderão inspirar-se na minha sugestão, ou adoptar uma outra ao vosso gosto, desde que consigam barrar no final a fruta com o caramelo. No final, poderão enriquecer a sobremesa com umas nozinhas de chocolate fundido combinado com ovos moles. 

Bom Apetite
Gi Dinis

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