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terça-feira, 5 de maio de 2015

Informação...A Fraude no Produto Alimentar

















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Viva...

Mais um dia!...repleto de interesses válidos, conhecimentos diversos e experiências positivas complementadas por  gratificações  que poderão  ser ao jeito de cada um...há quem se sujeite a  uma quantia monetária choruda em troca de .....e há quem prefira ter um sono descansado e viver em troca de.. ...São estas as principais paixões  que nos regem e consequentemente nos movem!...sem qualquer exaltação ou exibicionismo, mas porque faz parte da minha área profissional, pessoal (porque sou uma consumidora!) e gosto de estar informada, este tema é apenas é um dos assuntos  abordados em algumas disciplinas do meu curso de LTA - Tecnologia Alimentar e que está sempre na ordem do dia.

E, nestas trocas, compras  e vendas..  existe sempre o risco  de apostarmos,  decidirmos, ou comprarmos mal!...Quantas vezes nos deparamos com umas peças de frutas podre que o sr. merceeiro nos colocou no saco sem repararmos, pesando-a como se fosse  fruta normalizada?...Já aparámos carne pesada na balança com características fibrosas, e com retalhos de gordura que julgaríamos estar isenta destes indesejáveis bocados!....Com certeza já advertimos  o operador, sem qualquer intuito malicioso de que a balança está mal calibrada porque sem qualquer peso indica umas gramas (de nada!)...certamente já pesámos  o conteúdo de um qualquer alimento para verificarmos  se o peso do produto alimentar que adquirimos  ou comprámos  corresponde ao peso indicado no rótulo...ou alguma vez duvidámos  da concordância da informação  do rótulo  com o conteúdo da embalagem de alimentos que acabou de comprar?...Actualmente...tudo se tem visto!... :-((...

Obviamente que falo de fraude alimentar!..que não é mais do que enganar, de alguma forma quem compra o que temos para vender. É, sem dúvida um assunto muito melindroso para todos os que fazem parte do canal ou do segmento no qual o negócio se faz...Não me apraz muito individualizar o assunto, porque faço parte tanto de um lado como do outro!...por esta razão vou  registar o que considero correcto e pratico. 

E...porque é um daqueles assuntos que inevitavelmente tem de ser combatido por uma questão de saúde pública, existem uma série de itens que se devem questionar paralelamente ao combate à fraude alimentar. Obrigatoriamente temos de "tocar" nos vários campos  que levam uma qualquer entidade ou pessoa a cometer uma fraude alimentar...não é só (e bem!) amarrar o infractor à árvore e enforcá-lo ou só asfixiá-lo. Não..é preciso conhecer a verdadeira dimensão do acto em si e por esta razão,  esses campos são de ordem económica, social, forense, antropológica e claramente médica.

 Começando pela primeira. as entidades competentes para o efeito têm de  apurar o prejuízo monetário que a fraude alimentar causou a todos os intervenientes (ex: uma falsificação de azeite), e contabilizar o possível ganho indevido do produtor/manuseador/vendedor que infringiu a lei e corrompeu alguém!...a segunda retrata o impacto do acto no consumidor final, que deixa de confiar no produtor/vendedor  deixando  posteriormente de comprar o produto alimentar daquela marca ou daquela entidade ou país (depende da dimensão)...provocando danos gravosos de ordem económica individual e colectiva, porque com esta prática o estado como cobrador activo de impostos também é lesado. Depois, surgem em campo os investigadores da área alimentar  que por direito têm de observar e descobrir a dimensão e a qualidade da fraude...por meio de análises forenses ao produto alimentar. Este tipo de análises está muito em voga por serem de rápida conclusão e muito assertivas. Paralelamente à análise forense ainda se fazem análises físico-químicas com o propósito de caracterizar as qualidades  das substâncias utilizadas que deram origem  ao produto alimentar. Uma dessas análises poderá ser uma cromatografia líquida ou gasosa no caso de investigação de um produto alimentar líquido. No seio do campo antropológico...ah! aqui existem questões variadas e que devem ser tratadas por pessoas especializadas, senão vejamos:...o problema que levou a entidade a cometer tal acção, o impacto da acção na vida da entidade/empresa, qual a coima a aplicar no caso concreto...porque a decisão recai consoante a gravidade da fraude cometida. Por último,  a mais melindrosa...a que nos afecta directamente de um modo mais pessoal (intrínseco), é o efeito catastrófico que poderá provocar no organismo, ou seja  na saúde de um indivíduo, que voluntariamente,  mas de forma  ingénua, ou seja de peito aberto,  decidiu optar pelo consumo do  produto alimentar  que até à data lhe ofereceu a maior confiança...

Perante o confronto destas situações...o que devemos fazer? - Não sabemos o que se passa na cabeça dos outros!..., estamos, por vezes alheios às dificuldades dos outros, ou por outras palavras à fragilidade do carácter de alguém que pode ter em algum momento o mundo na mão e decidir usurpá~lo com uma simples alteração de uma formulação alimentícia...por alguma razão que não sabemos qual...mas pode existir!...então, neste "mundo de cão"...do "salve-se quem puder" para o qual estamos a caminhar seria melhor que se adoptasse uma postura mais verdadeira e confiante!...aquela velha máxima... "se não gostas de ser maltratado, não maltrates" serve, assenta e fica sempre bem!

Os produtos alimentares não são experiências de laboratório...já o foram antes de serem lançados  no mercado, através de testes de várias ordens...os produtos alimentares são, de todo, a nossa composição química orgânica...os produtos alimentares que consumimos são o espelho da nossa saúde...Já bastam as mutações genéticas de ordem natural por causas ambientais  a que estamos sujeitos...e também já não precisamos de mais oxidações metabolicas acrescidas...por fraudes alimentares.

A propósito, segundo 0434+0+DOC+XML+V0//PThttp://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A7-2013-0434+0+DOC+XML+V0//PT .

Já os meus antepassados diziam " A verdade é como o azeite, vem sempre à superfície". Resta saber nos tempos que correm...se todo  o azeite que se vende por aí...é mesmo 100%!Eu compro e consumo os produtos  que me oferecem maior confiança sensorial, textura comparavelmente igual, com treaceabilidade  e que estejam conformes!...
Gi Dinis





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