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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Informação..- Funcionalidades!...Da Preservação Dos Alimentos I





















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Viva!...

Esta semana cheia de sol, com temperaturas amenas e com o cheiro a Primavera... leva-me a pensar que já se pode dispensar aquelas comidas mais pesadas e energéticas que, por hábito se ingere no Inverno. A luminosidade diurna  é maior, conseguem-se resolver mais assuntos pendentes restando pouco tempo para dedicar à preparação de refeições. Falando particularmente, da minha rotina, por vezes quase não tenho tempo de me alimentar convenientemente,uma trinca no pão, no arroz ou legumes, e muitas vezes uns goles de leite...isto porque não tenho outra opção que me agrade o suficiente! Então lembrei-me de pesquisar brevemente sobre a forma de conseguir alimentos fáceis de ingerir, sem grandes preocupações...não é sempre, nem todos os dias..mas de quando em vez sabe bem!

Para começar, tenho planeada umas salmouras de legumes variados que vão preencher,certamente, algumas falhas de  tempo que tenho. Assim, poderei dar largas à imaginação e confeccionar diversos e saborosos pratos. Como se sabe, uma salmoura é uma conservação milenar de alimentos num caldo concentrado de sal, prolongando a sua vida útil, ou a "shelf life". Uma salmoura bem feita, resiste vários anos, pelo que podemos ingerir os alimentos com toda a segurança. E, começando por uns legumes...

Lavam-se muito bem os legumes sãos, sem qualquer podridão ou ferimento na pele. Retira-se a pele e cortam-se,ou não!...No fim de se pesarem, faz-se a proporção do seu peso com a quantidade de salmoura que queremos ter, isto é...decidimos se queremos a concentração de sal muito elevada ou não. De notar que, o facto de adicionarmos muito sal não quer dizer que o alimento fique salgado ou que o teor de sal seja exagerado. Apenas, que o alimento irá ficar texturalmente mais firme e como consequência mais saboroso, e a sua vida útil tem probabilidade de ser mais longa. A concentração de sal (Nacl) é geralmente de 10% para 100% de água. É uma proporção adequada (digo eu!), por questões relacionadas com a entrada de água saturada de sal nos alimentos, a actividade da água, a osmose celular, a carga microbiana anaeróbia halófila existente no solvente e no solvente e consequentemente o pH..que deverá ser ácido no final, apesar de no início ser básico devido á junção do sal....que vai sendo "capturado" pelos legumes. Também é importante a escolha de um recipiente á medida da quantidade que queremos preparar, porque a escolha de um recipiente maior e consequentemente mal cheio provoca um espaço vazio que pode ser uma fonte de colónias de microorganismos indesejáveis (mesmo com o meio ácido - pH = 5 , p.ex.), tornando o produto alimentar inapto para consumo. A razão disto deve-se á tensão de oxigénio que fica entre a tampa e a superfície da salmoura, sendo os microorganismos mais prováveis os fungos e as leveduras, uma vez que o meio é anaeróbio ---(foi uma breve e sumária explicação do que acontece nestas situações, e não pretendo que seja interpretada como sendo complexa, sábia ou absolutamente perfeita! É a explicação baseada em conhecimentos que foram adquiridos em aulas de alimentos...simples, directa e real!

Os legumes que posso utilizar são variados, pelo que poderão existir alguns que previamente terão de ser sujeitos a um branqueamento, ex: feijão verde, grão. Outros, menos duros podem entrar em processo de salmoura sem esta etapa. O que é comum a todos é o facto de no final da preparação da salmoura, o recipiente ser virado para baixo para que não sobre qualquer espaço entre a salmoura e a tampa.

Acredito que é uma boa alternativa à forma vulgar de comer os vegetais...com a solução integrada da funcionalidade de estar sempre "à mão".
Gi Dinis











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