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| Rótulagem correta de carne embalada |

Viva,
Hoje trago-vos um assunto, que está na ordem do dia.. .e que considero de bastante importância.
Não se trata da rotulagem dos produtos alimentares que habitualmente compramos em qualquer sítio, e digo sítio, porque estes se podem comprar tanto em superfícies comerciais, como em mercados ao ar livre, e pela internet sendo esta considerada já um dos grandes veículos ou rotas comerciais existentes no mundo moderno. É um facto que, com a globalização tudo e todos ficámos mais perto uns dos outros, e por isso com maior facilidade de comunicação. Hoje é possível adquirirmos produtos diversificados de um país que se pode situar no outro lado do mundo em apenas 2 ou 3 dias. É espantoso e benéfico para todos nós!
O problema é quando se trata de produtos alimentares ou de algo que de alguma forma vamos ingerir, ou vai ser assimilado pelo nosso organismo.
Estando eu a referir-me ao setor alimentar, poderão pensar que estarei a ser desconfiada sobre a qualidade dos serviços prestados por terceiros, ou mesmo que, a segurança absoluta sobre a origem e a transformação do produto não é assim tão importante, ou quiça..alguma guru da qualidade alimentar :-)...Nada disso!...Apenas sei que , atualmente nos variados países com características de desenvolvimento, existem regras que obedecem a normas internacionais estabelecidas, em que existe um histórico documentado do produto alimentar, histórico esse que tem início na produção das matérias primas, passa pelo processo de transformaçao do mesmo e termina quando o consumidor adquire o produto final, que obviamente é processado com essas matérias primas. Estas regras são reconhecidas por todos os operadores envolvidos e denominam-se por normas, ISO. No setor alimentar, a norma é a 22:000, tendo esta algumas variantes de acordo com o processo que se quer monitorizar (higiene, HACCP). Só assim se torna possível fazer uma gestão controlada e monitorizada dos produtos que consumimos. A todo este processo dá-se o nome de rastreabilidade e o seu lema consiste na célebre frase "Do campo até ao garfo". .
Mas...este processo é muito eficaz, mas tem custos elevadíssimos para as empresas, porque estas para serem contempladas com estas normas, têm que "as comprar" e o pior é que "esta compra" tem uma validade curta..ou seja tem de ser renovada! Na minha modesta opinião, eu considero que todo o processo de obtenção destas certificações deveria ser mais acessível, no sentido de facilitar a sua implementação junto das empresas, o que provocaria um custo mais baixo no produto final, uma maior confiança do consumidor no produto que adquire, um maior nº de unidades vendidas, e globalmente, maiores ganhos para a economia do país.
Estes itens todos, são importantes para prevenirmos as DTA (doenças transmitidas por alimentos)e são defendidos pelos grandes gurus da gestão da qualidade alimentar..Tamagoshi, Crosby, Deming! - dizia o meu professor de Gestão de Qualidade Doutor João Noronha. E, com toda a razão, porque se exemplificarmos com casos práticos do nosso dia a dia, temos essa confirmação se comprarmos um pouco de carne no mercado da cidade, a embalagem que nos é entregue não tem rotulagem, e se a mesma compra for efetuada numa superfície que tenha meios económicos para suportar os custos da certificação, essa embalagem já contém uma informação mais detalhada do histórico do produto. A informação diz respeito ao lote, validade, matérias primas e e origem do produto, tranqulizando o consumidor quanto à vida útil do produto, mas uma coisa é certa...Um produto rastreabilizado não significa que tenha muita qualidade! Não nos confundamos...
Sobre a qualidade alimentar, falarei noutra altura,
Até lá, tenham toda qualidade de vida possível...:-)
Gi Dinis

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