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quarta-feira, 3 de junho de 2015

I & D de produtos alimentares...Assado com Pasta



Viva!...


Assado  com Pasta é a proposta que apresento hoje, no início desta semana, depois de ter estado ausente "uns dias"  nestas lides das publicações. Dizem   que..." o tempo passa a correr!"..eu digo que " o tempo voa!"...  mas mesmo assim lá vou conseguindo realizar o que de mais importante tenho a fazer  guardando sempre que possível um tempinho para dedicar ao meu blog que já conta com 106 publicações desde  Janeiro deste ano. 

Assado com Pasta é apenas uma versão de uma carne assada, recheada e decorada com uma trança de massa. Este tipo de produção é muito utilizado na cozinha francesa (que eu aprecio e valorizo bastante), mas resolvi decorar assim porque aqui por casa, os comensais não são muito aficionados da combinação de "carne envolta em  massa trabalhada"...e por isso não posso e não devo processar as refeições com grandes "truques"...naturalmente o resultado é positivo, mas só para quem o aprecia realmente. Em substituição, tento executar de forma mais simples, mas tentando ao mesmo tempo aflorar sempre o meu toque pessoal, aquilo que me apraz fazer ao alimento. E, obviamente o que a minha imaginação me sugestiona ou sugere. 

Nesta simples produção, utilizei um pouco de massa quebrada que utilizei para outros pratos, e com ela fiz uma trança que deixei em repouso uns minutos para que adquirisse a elasticidade que eu pretendia. A elasticidade está relacionada com a quantidade de humidade presente no alimento e o tempo em que está exposta o ar e em repouso. por vezes dizemos que a massa que produzimos parte no fim de cozida ou está muito dura...isto verifica-se porque não foram coadjuvados os  requisitos para que isso acontecesse. A força, a energia que exercemos sobre a massa que estamos a trabalhar também se é necessariamente um dos factores importantes. O mesmo se repete para todo o tipo de massas. E, aliando todos estes itens poderemos ter resultados fantásticos...deliciando o consumidor mais exigente com belíssimas produções. Assim, e continuando esta em particular, preparei um tempero com alguns dos condimentos que utilizo habitualmente e adicionei mais um pouco de pimenta porque a massa corta alguns sabores. Também, untei generosamente a peça do lombo de porco com uma camada de mostarda para esta aderir melhor à massa que mais tarde iria ladear. Quando finalmente coloquei a massa por cima da carne tive a preocupação de a pincelar com ovo batido no sentido da uniformização final da cor do produto final. E assim ficou uma produção com alguma originalidade que agradou a todos. Todos tínhamos a opção de degustar o nosso prato sem ou com massa porque esta estava concentrada só no meio, havendo por isso a opção de a retirar.

 Mas, afinal ninguém o fez...todos degustaram e gostaram. Como complemento preparei uma batata no forno que maia não é do que uma batata sujeita a um branqueamento prévio no sentido de a pré cozinhar e de lhe fixar a cor. Para tal, condiciono o preparado a uma cozedura rápida e em ebulição, à qual adiciono uma quantidade de sal que considero suficiente, sabendo que depois  no forno a quantidade e qualidade de tempero do molho vai ditar o gosto final. Adicionalmente, escolhi uma salada portuguesa á base dos legumes mais simples, tais como corações de alface e da  roxa e um pouco de cenoura em juliana.

A sensação do gosto,  os resultados sensoriais  desta produção foram do agrado de todos!
Gi Dinis

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