Viva!
A tarte que apresento é uma versão da tarte de leite condensado com limão que muitas de vós já conhecem...Não é novidade, mas é sempre uma das sobremesas que é fácil de preparar porque apenas basta juntar ao leite condensado umas gemas batidas e um pouco de raspa e sumo de limão. A massa envolvente poderá ser areada ou somente de bolacha, e a cobertura é o aproveitamento das claras que se utilizaram para o recheio. Por considerar a tarte muito singular no sabor, resolvi adicionar uns frutos silvestres esmagados...não muitos mas decidi que uns medronhos seriam uma boa opção. Gostei do resultado...
Sobre a massa envolvente apenas processei uma simples massa de bolacha que utilizo como receita base de bolachas de manteiga. Aqui, adiciono o dobro da farinha à quantidade de açúcar e manteiga e ligo a massa resultante com um ovo inteiro batido...nada mais simples. O modo de cozedura é o habitual para este tipo de massa e o tempo é controlado no sentido de não deixar a massa crua--mas não muito cozida, sob pena de se tornar com uma textura muito rija e difícil de trincar. No entanto, teremos de ter em conta que uma massa mal cozida é sinónimo de haver maior probabilidade de se estragar mais facilmente devido à exposição ao meio ambiente, supostamente à humidade do ar. Consequentemente, os alimentos com muita humidade têm uma shelf life mais curta...porque ficam moles, porque há maior propensão ao aparecimento de bolores, neste caso.
Como faço sempre...:-), utilizo uma gota de ácido acético ou etanóico, o vulgo vinagre, para colmatar algum erro de cozedura no sentido de baixar o ph do alimento para um valor menos susceptível de aparecimento de bolores...segundo o que tenho abordado nas aulas do meu curso, os bolores proliferam em ambientes cujo ph ronda os 6, sendo por isso um valor baixo de ph ácido. Tento evitar que essa situação se instale no alimento que processo. Sobre outras prevenções não lhes dedico grande enfase, até porque não vejo grande razão para o fazer...porque alimentos inócuos não existem!...basta uma leve exposição à temperatura ambiente e sem resguardo!...o principal é não deixar ou permitir, ou melhor tentar reduzir a carga microbiana, sempre se possível com aditivos ou produtos naturais.
É assim que eu faço!
Gi Dinis


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