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domingo, 14 de junho de 2015

I & D...de Produtos Alimentares!.. Hambuguer, Hamburgo, Hamburguesa!



Viva!

E felizmente me encontro... sempre a procurar novas formas de apresentação e de combinações dos alimentos. Sempre a procurar novos formatos, novos modos, novas combinações de macronutrientes para tentar modificar, inovar e acima de tudo conjugar e diferenciar a apresentação da produção dos alimentos, que não é mais do que um "jogo de sabores, de cores e de formatos. E gosto imenso de o fazer, por isso o faço!

 No fundo, este processo é resumidamente são junções de macronutrientes, que umas vezes resultam na perfeição, outras nem tanto e também aquelas que são meras ideias de testes no sentido de percebermos que determinados alimentos utilizados como ingredientes não poderão ser adicionados conjuntamente porque...não são sensorialmente apelativos, não conjugam bem no final da preparação, não são suficientemente atractivos do ponto de vista do sentido do gosto, não reúnem a qualidade necessária para serem produtos viáveis e de confiança...enfim não são produtos nos quais vale a pena apostar!..E, actualemte, há muitos episódios destes que depressa se esfumam ou não resistem à forte exigência dos entendidos nestes assuntos. Sim, porque quem decide a viabilidade de um novo produto alimentar, não é um qualquer consumidor mas sim um target definido, com conhecimentos muito específicos no mercado definido do produto alimentar,  ou com condições maioritariamente especiais, designadamente, económicas e sensoriais...pelo menos por cá, pelo "nosso Portugal"...e mesmo assim..nada é garantido, uma vez que que o lançamento de um produto alimentar deve ser feito no espaço de tempo oportuno, isto é próximo de uma "saison" importante para o painel de futuros consumidores, ex: Natal, início de uma estação do ano propícia para o consumo do produto. A campanha de marketing é importante..mas não dita o seu sucesso. No meu entender, o que vaticina o sucesso do produto é tão somente a sua qualidade, aliada ao preço e a utilidade do mesmo na faixa etária ou classe social para a qual ele é direccionado.

Assim, aconteceu com o hamburguer! Uma carne picada, sem condimentos especiais, consumida inicialmente por uma franja de trabalhadores de áduo trabalho no centro da Europa. Primeiro alemão, depois passou o continente europeu e sabiamente o modo de fabrico passou fronteiras marítimas indo instalar-se nos EUA tendo paulatinamente sendo introduzido nos hábitos alimentares de imensos países dos 5 continentes. Lá, nos EUA,  foi arduamente trabalhado no seu  rigor técnico, acopolando características particulares, sendo estas evidenciadas  nas camapanhas de marketing  por quem o soube fazer. Para uma melhor incrementação no gigantesco mercado americano, foi criado um cenário apetecível e sensorialmente melhorado  à volta da simples rodela de carne picada, aliando-se uma bebida brutalmete calórica, mas reconfortante no momento do consumo do hamburguer - estava lançado um dos maiores sucessos alimentares de sempre...pelo menos até há relativamente pouco tempo. A partir daqui, e perante um nº tão grande de consumidores, foram introduzidas versões do produto original (com cebola, piri-piri, com pão X, com molho Y), no sentido de captar mais público (target) potencialmente consumidor...sempre aquele consumidor  apressado, sem tempo para grandes culinárias, sem grandes aspirações de alimentação de grande qualidade, e acima de tudo com uma postura de produção caseira sem grandes exigências de equilibrio alimentar  para si ou para a sua família. Este período ainda vigora, mas de forma mais moderada, porque devido a estudos efectuados lá, foram  postos a descobertos os malefícios do consumo exagerado dos ingredientes que compõem tão famoso menú. No entanto, como a força e os interesses económicos são tão gigantescos neste sector, já foram alteradas as formulações de algumas versões comercializadas em determinados países, incluindo nos seus processos de fabrico produtos de âmbito local, no sentido de captar mais simpatia, mais hospitalidade e naturalmente um maior interesse económico no sentido de minorar os custos de comercialização. E pronto!...mundialmente,  foi implantado um produto alimentar sem grande precisão de matérias- primas, com um nível de processamento básico (acessível ao comum dos mortais), e altamente rentável...no entanto, pode ter consequências menos positivas na saúde dos consumidores, devido ao trituramento do ingrediente principal. Este factor que aparentemente não é muito nefasto, toma proporções sérias quando é processado muito antes do seu consumo, e quando é sujeito a condições de conservação tanto de congelação como de refrigeração. Este facto acontece porque a carga microbiana existente (existe sempre!), é aumentada exponencialmente devido ao esmiuçamento integral do ingrediente, carne. Claro que, apesar de se saber todas estas negatividades do produto alimentar, e de se constatar  o seu consumo mais moderado em determinados países, é um produto que continua a suscitar procura...devido á facilidade com que é consumido. Nos meus hábitos de  consumo, faço-o sempre necessito de recorrer a um processamento culinário que inclua e envolva o aproveitamento de carne que de outro modo não seria aceitável por parte do meu target :-)).

Por estas razões, me coube a incumbência de tentar alterar, a vista sensorial do habitual hamburguer! Assim, e para não desperdiçar uns pedaçinhos de carne, resolvi preparar esta forma de hamburguer, que  não sendo nenhuma criação, é uma forma mais airosa e mais simples de o  servir. Numa forma camuflada e de pequenas dimensões, aliei o tradicional hamburguer ao fiambre, enrolando tudo em massa folhada caseira pincelada com um pouco de ovo e água. Ficou agradável...com uma decoração simples á semelhança do conteúdo! Decerto é bom saber que a preparação do hamburguer é antecipada da cozedura integral da massa folhada no forno. Como complemento, optei por uma salada mista e um pouco de arroz branco solto (arroz substância). Igualmente, poderei adaptar este formato a outros ingredientes que não o fiambre...queijo, espinafre e outras conjugações interessantes.

Nem sempre, nem nunca!...Há vantagens e desvantagens, porque nada vale por si só.
- Una hamburguesa, por fabor!
Gi Dinis

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