QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR: * Ideias & Desenvolvimento de Produtos Alimentares *Serviços, Eventos e Workshops *Informação alimentar
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
I&D - BRUNCH - São Práticos & Interessantes!
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I&D - BRUNCH - São Práticos & Interessantes!
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016
I & D de produtos alimentares....Leite Creme Rico!
Viva....
Mais um dia de calor neste Agosto que se adivinha excepcionalmente agitado em acontecimentos marcantes. Por um lado, o fim dos Jogos Olímpicos no Brasil, onde colhemos louros com uma das nossas atletas - parabéns para a Telma Monteiro!- o balanço final não foi bom nem famoso comparando com outros países com a mesma dimensão do nosso...porque o facto de termos sensivelmente o mesmo número de habitantes não quer dizer que tenhamos a mesma qualidade intrínseca, está provado que não! , mas estamos sempre á espera de dias melhores. Por outro lado, a tristeza de assistirmos à onda de incêndios gigantescos que consomem as nossas florestas, devorando impiedosamente também alguns lares e ceifando algumas vidas. São aterradoras as reportagens que temos tido a oportunidade de assistir nos meios de comunicação social e, de algum modo leva-nos a pensar que, de facto quando nos levantamos pela manhã apenas poderemos esperar que o dia não corra mal...e se chegarmos ao final do dia com as nossas tarefas e desafios cumpridos, um sorriso no rosto e um abracinho doce....estamos no bom caminho - " Porque o caminho faz-se caminhando!" - disse um dia alguém.
Nesse sentido, temos sempre algo para fazer e dizer...mesmo que num dia ou outro a vida corra menos bem e tenhamos que nos deparar com problemas para resolver, situações menos boas para minimizar a sua dimensão e até algumas novidades ou inovações para implementar. É assim que se completa o dia a dia de pessoas activas.
Nesta perspectiva, cá estamos de quando em vez ou de vez em quando a preparar umas novidades, uns mimos que podem servir para algumas ocasiões. Não direi ocasiões especiais, mas ocasiões em que queiramos nostrar que também sabemos realizar outras culinárias que não as habituais. É o post de hoje que vos trago um exemplo disso. Uma preparação bem a propósito deste tempo quente que seguramente irão apreciar por ter um gosto bem apreciado pela maioria das pessoas. É uma sobremesa de Verão mas que pode ser consumida durante todo o ano devido á sua versatilidade. Confusos? Passo já a explicar...
É um leite creme gelado aromatizado com vinho do Porto e decorado com uma barra de caramelo. Simples! E delicioso. Na sua confecção apenas entram os ingredientes habituais de um leite creme bem cremoso que são vinho do Porto, gemas de ovos, zeste de limão, amido de milho, leite e um pouco de natas e obviamente uma pequena dose de um sacarídeo. Digo sacarídeo porque actualmente está instalada a polémica na utilização dos açúcares convencionais (sacarose ou açúcar de cana refinado). Sem mitos nem grandes explicações apenas digo que o açúcar que habitualmente se utiliza na preparação das sobremesas é constituído por uma cadeia imensa de dois monómeros designados por frutose e glicose formando um dissacarídeo que é um polímero que adocica os nossos bolinhos desde há imensos anos. Esses monómeros estão tão bem selecionados pela mãe Natureza que por artes naturais e lógicas são habilmente metabolizados pelo nosso organismo sendo inteligentemente divididos em pequenas porções dentro da célula, num cantinho especial para o efeito. Este processo ocorre incessantemente em todos os organismos do reino animal e não é necessário estar aqui a decifrar pormenorizadamente o processo metabólico de uma molécula de glicose ou frutose porque além de moroso é muito complexo. Basta apenas dizer que uma molécula de glicose ou frutose (neste caso) são as mais simples formas de o organismo humano obter energia para manter as suas células em funcionamento. Uma vez consumido e metabolizado é armazenado em energia nas células designadas para o efeito no sentido de ser utilizado quando for necessário. Mas e se não for necessário? Pois é! aqui é que está o grande problema....que muitos não sabem mas ficam já a saber! Os hidratos de carbono que não são consumidos na actividade física diária ou seja são armazenados transformam-se em gordura pura e simplesmente. Aquela dose calórica de açúcar excedente que consumimos naquela reunião de amigos ou naquela refeição tão completa foi transformada em gordura????? pois foi! Foi mais umas gramas de gordura que se instalaram nos tecidos adiposos aumentando assim aquela coisa a que chamamos celulite. A maneira mais leve de contornar o assunto e minimizar o problema passa por fazer muito exercicio físico :-)))))....(também faço pouco!), ingerir pouca sacarose e mais de outros açucares naturais e evitar a todo o custo esses adoçantes sintéticos (construidos em laboratório), ou aqueles substituintes de adoçantes que nos fazem crer que não engordam, são fantásticos e nos devolvem o corpo de outrora. Nada mais errado! Os adoçantes sintéticos não são mais do que açúcares naturais modificados que ao entrarem no organismo não são metabolizados nas células. Porquê? simplesmente porque as células estão programadas para o processo metabólico de uma molécula de glicose natural e não para metabolizar glicose alterada. Então, não sendo metabolizadas saem do organismo praticamente intactas...mas deixam a sua marca! sob diversas formas que mais tarde ou mais cedo se vão refletir no normal funcionamento do organismo porque podem activar outros processos que podem ser degenerativos. Por outro lado, os adoçantes que não o são, mas que desempenham esse papel não são mais do que proteínas especiais agrupadas que embora não engordem (porque a proteína só tem um papel construtor), provocam habituação que poderá ser nociva para o cérebro indo a seu tempo desgastar outras actividades....enfim tudo isto são processos complexos, com um enorme conteúdo e que são geridos por todos os organismos humanos.
E se soubermos que uma gordura ou um lípido fornece mais do dobro de energia em forma de calorias do que um açucar, é fácil de deduzir que as gorduras são mais prejudiciais do que os açucares. Sobre estes assuntos muito há a dizer porque tudo isto é mesmo assim, e eu aqui estou sem qualquer pretensão a estar aqui a ensinar o que quer que seja...apenas informo o que vou aprendendo e assimilando ao longo da minha experiência como ser humano, mulher e aluna de uma licenciatura nesta área.
Mas retomando a apresentação de hoje...a minha receita é bem fácil de preparar e pode ser
preparada de véspera, no dia ou mesmo guardada no congelador por algum tempo. Um leite creme simples com caracteristicas bem lusitanas todos sabem preparar....um bom Porto é fácil de encontrar e uma barra de caramelo é um pouco díficil de processar. Aqui, no caso de não se conseguir a barra de caramelo sempre se pode remediar compondo com um pouco de caramelo líquido, mas não tendo a mesma textura não irá ter o mesmo efeito final. Vou por isso dizer como faço as barras de caramelo. Um pouco de açucar com uma gota de água é levado a ponto de pérola e retirado imediatamente do lume para que a temperatura de ebuliçao não suba mais. Entretanto tenho pronta uma folha de papel vegetal untada com um pouco de alcool á qual deito meticulosamente na direcção e sentido que pretendo o açucar a ferver (cuidado para não queimar a mão), fazendo movimentos giratórios no papel para que a porção se mova em vários sentidos. O resultado é uma efervescência do preparado uma vez que ocorrem reacçoes entre um alcool e acucares (também são reacções complexas!). Deixo escorrer e esfriar até conseguir tocar no preparado sem me queimar. A partir daqui é só "descolar" o caramelo da folha e está pronto a utilizar.
Não me alongando mais espero ter contribuido para mais um sucesso nos vossos processos culinários.
Tchim, tchim....A Vós,
Nesta perspectiva, cá estamos de quando em vez ou de vez em quando a preparar umas novidades, uns mimos que podem servir para algumas ocasiões. Não direi ocasiões especiais, mas ocasiões em que queiramos nostrar que também sabemos realizar outras culinárias que não as habituais. É o post de hoje que vos trago um exemplo disso. Uma preparação bem a propósito deste tempo quente que seguramente irão apreciar por ter um gosto bem apreciado pela maioria das pessoas. É uma sobremesa de Verão mas que pode ser consumida durante todo o ano devido á sua versatilidade. Confusos? Passo já a explicar...
É um leite creme gelado aromatizado com vinho do Porto e decorado com uma barra de caramelo. Simples! E delicioso. Na sua confecção apenas entram os ingredientes habituais de um leite creme bem cremoso que são vinho do Porto, gemas de ovos, zeste de limão, amido de milho, leite e um pouco de natas e obviamente uma pequena dose de um sacarídeo. Digo sacarídeo porque actualmente está instalada a polémica na utilização dos açúcares convencionais (sacarose ou açúcar de cana refinado). Sem mitos nem grandes explicações apenas digo que o açúcar que habitualmente se utiliza na preparação das sobremesas é constituído por uma cadeia imensa de dois monómeros designados por frutose e glicose formando um dissacarídeo que é um polímero que adocica os nossos bolinhos desde há imensos anos. Esses monómeros estão tão bem selecionados pela mãe Natureza que por artes naturais e lógicas são habilmente metabolizados pelo nosso organismo sendo inteligentemente divididos em pequenas porções dentro da célula, num cantinho especial para o efeito. Este processo ocorre incessantemente em todos os organismos do reino animal e não é necessário estar aqui a decifrar pormenorizadamente o processo metabólico de uma molécula de glicose ou frutose porque além de moroso é muito complexo. Basta apenas dizer que uma molécula de glicose ou frutose (neste caso) são as mais simples formas de o organismo humano obter energia para manter as suas células em funcionamento. Uma vez consumido e metabolizado é armazenado em energia nas células designadas para o efeito no sentido de ser utilizado quando for necessário. Mas e se não for necessário? Pois é! aqui é que está o grande problema....que muitos não sabem mas ficam já a saber! Os hidratos de carbono que não são consumidos na actividade física diária ou seja são armazenados transformam-se em gordura pura e simplesmente. Aquela dose calórica de açúcar excedente que consumimos naquela reunião de amigos ou naquela refeição tão completa foi transformada em gordura????? pois foi! Foi mais umas gramas de gordura que se instalaram nos tecidos adiposos aumentando assim aquela coisa a que chamamos celulite. A maneira mais leve de contornar o assunto e minimizar o problema passa por fazer muito exercicio físico :-)))))....(também faço pouco!), ingerir pouca sacarose e mais de outros açucares naturais e evitar a todo o custo esses adoçantes sintéticos (construidos em laboratório), ou aqueles substituintes de adoçantes que nos fazem crer que não engordam, são fantásticos e nos devolvem o corpo de outrora. Nada mais errado! Os adoçantes sintéticos não são mais do que açúcares naturais modificados que ao entrarem no organismo não são metabolizados nas células. Porquê? simplesmente porque as células estão programadas para o processo metabólico de uma molécula de glicose natural e não para metabolizar glicose alterada. Então, não sendo metabolizadas saem do organismo praticamente intactas...mas deixam a sua marca! sob diversas formas que mais tarde ou mais cedo se vão refletir no normal funcionamento do organismo porque podem activar outros processos que podem ser degenerativos. Por outro lado, os adoçantes que não o são, mas que desempenham esse papel não são mais do que proteínas especiais agrupadas que embora não engordem (porque a proteína só tem um papel construtor), provocam habituação que poderá ser nociva para o cérebro indo a seu tempo desgastar outras actividades....enfim tudo isto são processos complexos, com um enorme conteúdo e que são geridos por todos os organismos humanos.
E se soubermos que uma gordura ou um lípido fornece mais do dobro de energia em forma de calorias do que um açucar, é fácil de deduzir que as gorduras são mais prejudiciais do que os açucares. Sobre estes assuntos muito há a dizer porque tudo isto é mesmo assim, e eu aqui estou sem qualquer pretensão a estar aqui a ensinar o que quer que seja...apenas informo o que vou aprendendo e assimilando ao longo da minha experiência como ser humano, mulher e aluna de uma licenciatura nesta área.
Mas retomando a apresentação de hoje...a minha receita é bem fácil de preparar e pode ser
preparada de véspera, no dia ou mesmo guardada no congelador por algum tempo. Um leite creme simples com caracteristicas bem lusitanas todos sabem preparar....um bom Porto é fácil de encontrar e uma barra de caramelo é um pouco díficil de processar. Aqui, no caso de não se conseguir a barra de caramelo sempre se pode remediar compondo com um pouco de caramelo líquido, mas não tendo a mesma textura não irá ter o mesmo efeito final. Vou por isso dizer como faço as barras de caramelo. Um pouco de açucar com uma gota de água é levado a ponto de pérola e retirado imediatamente do lume para que a temperatura de ebuliçao não suba mais. Entretanto tenho pronta uma folha de papel vegetal untada com um pouco de alcool á qual deito meticulosamente na direcção e sentido que pretendo o açucar a ferver (cuidado para não queimar a mão), fazendo movimentos giratórios no papel para que a porção se mova em vários sentidos. O resultado é uma efervescência do preparado uma vez que ocorrem reacçoes entre um alcool e acucares (também são reacções complexas!). Deixo escorrer e esfriar até conseguir tocar no preparado sem me queimar. A partir daqui é só "descolar" o caramelo da folha e está pronto a utilizar.
Não me alongando mais espero ter contribuido para mais um sucesso nos vossos processos culinários.
Tchim, tchim....A Vós,
Gi Dinis
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
I $ D de produtos alimentares....Tartelete de Verão e gelado de baunilha.
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Viva....
Um bom fim de semana repleto de sol e calor. Provavelmente o início de férias para muitos de vós, seguramente a continuação do tempo de lazer para outros...de qualquer modo o objectivo é mesmo ter um tempinho mais livre sem a correria do resto do ano. Todos merecem...claro que sim!
Eu, por aqui vou... fazendo, indo, lendo e estudando tal como vou estando sempre ocupada nos meus afazeres diários e outros que são próprios desta época. Um dia de cada vez! E, no meio de todas estas acções vou encontrando sempre um espacinho para ir processar uma ou outra ideia que me surja. Bom, aqui :-) nem sempre as ideias que se poêm em prática correspondem ao que idealizámos ou julgàmos que seria bom de degustar. Outras vezes acontece precisamente o oposto. acabando por surgir quase do nada uma receita engraçada que poderá servir em algumas ocasiões. É uma questão de procedimento, matérias primas e um factor importante que muitas vezes é descurado mas que pode ser decisivo para o nosso objectivo final, é ele a temperatura. A temperatura correcta , esse factor externo que é fundamental para a obtenção de iguarias perfeitas e que muitos julgam ser de pouca importância. Pois. não fosse a temperatura altíssima (200 ºC) para cozer um bem feito folhado no forno, o resultado seria um amontoado de massa a jorrar manteiga por todos os lados e no final estaria todo queimado à superfície, crú por dentro e nem teria aumentado de volume. Outro exemplo no sentido contrário, seria um gelado a solidificar num freezer a cerca de -10ºC durante cerca de 2 horas. Aqui, provavelmente passadas essas duas horas teríamos um gelado repleto de pequeníssimos cristais de gelo que certamente se tornariam muito desagradáveis ao serem notados na degustação. Por este motivo, a temperatura do congelador deverá ser regulada para os -18/20ºC antes da colocação do gelado para que apenas gele o conteúdo do gelado e este não absorva nenhuma quantidade da água gelada que se vai formando continuamente nos congeladores. Embora actualmente existam os freezers "sem gelo", os minúsculos cristais de gelo podem-se formar se encontrarem substâncias ás quais se possam agarrar. Falo neste caso da proteína...a proteina do gelado, o leite, ovo ou a fruta que são identificadas como sendo cristais, podendo-se "aprisionar" ao gelo. É uma matéria um pouco complexa de explicar, mas se soubermos que por exemplo (ficticiamente! - porque uma proteina é composta por dezenas de aminoácidos) uma protéina com 4 aminoácidos liberta 3 moléculas de água :-), já é um bom ponto de partida. Se liberta água, ela acaba por se agrupar a outras moléculas semelhantes ou com as mesmas características existentes no complexo. E se juntarmos a informação de que as proteínas que materializam um gelado serão supostamente doces (cisteína) e que tendem a formar "umas ligações parecidas com uma pontes" quimicamente designadas pontes de hidrogénio que são apenas ligações ou forças intra ou intermoleculares que se estabelecem entre moléculas ou nas moléculas, fazendo com que elas (as moléculas :-)) se aprisionem fortemente tornando-se um composto mais forte....e posto isto que é simplesmente delicioso de se saber! apenas quero dizer resumidamente que o gelado tem se ser colocado num congelador bem frio para que o conteúdo gele o mais rapidamente possível...
Referindo-me mais concretamente á sobremesa que é bastante agradável, digo-vos que foi pensada pelo facto de me terem sido oferecidas umas ameixas brancas e vermelhas e simplesmente esta fruta não ser muito apreciada cá por casa. Assim, resolvi macerá-las num pouco de vinho do Porto, açucares variados e formar com elas o recheio de 6 tarteletes forradas com uma massa sablé acrescentada de finos farrapos de bolo de chocolate que estava num pires já há alguns dias. Tapei a massa com a restante e pincelei com o restante líquido formado na maceração das ameixas. Levei a forno médio cerca de 20 minutos e desenformei conforme habitualmente. No final...notei que o sabor estava um pouco ácido devido talvez ás gotas de sumo de limão que adicionei (não o deveria ter feito!), mas para remediar resolvi acompanhar a tarte com uma bola de gelado caseiro que fiz na semana passada. Aí sim! a doçura do gelado equilibrou a "petite":-) acidez "del pequenâ tartelete y aún yo voy a decir que es un bueno postre" para uma refeição informal, um lanche ou mesmo uma refeição ligeira. O custo não é significativo, a dificuldade é considerada de grau 1 (fácil) e o tempo de preparação é curto. Como podem perceber é uma receita bem fácil e poderá ser processada com outra fruta que seja mais do vosso agrado. As fotos ilustram bem o resultado final. Porque gosto sempre de terminar os meu de uma forma bem simpática vou acrescentar um vídeo que escolhi baseando-me no grande acontecimento mundial que se está a realizar no Brasil - Os Jogos olímpicos -. Um acontecimento grandioso onde atletas de alta competição de várias nações entram em competições de várias modalidades desportivas, sabendo á partida que vai haver um vencedor apenas. Mas, apesar disso não deixam de sonhar, de serem amigos , de felicitarem os vencedores e de partilharem o que de melhor têm na sua natureza humana. Porque hoje são eles e amanhã são outros que poderão construir um mundo melhor. O verdadeiro hino á amizade: https://www.youtube.com/watch?v=ljIQo1OHkTI&list=RDljIQo1OHkTI Fiquem bem! Gi Dinis |
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| - Do you think i'm sexy???? - Really! You're done to share my ice, and the people will to love our flavor :-)IUPIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! |
sábado, 16 de julho de 2016
I&D de produtos Alimentares...."Old Friend", forever!

Viva....
E estamos no Verão!..
É sempre de festejar esta estação do ano que geralmente nos traz o maior e melhor período de férias, o tempo mais conveniente para umas passeatas nos jardins mais próximos da nossa casa ou mesmo uma boa caminhada à sombrinha por um delicioso caminho de terra batida. Pois toda esta actividade física será excelente para ficarmos na forma física mais equilibrada...porque os dias são maiores, os alimentos que ingerimos na sua maioria são mais leves e também porque o sol nos invade o corpo e a alma logo desde cedinho até ao final do dia. Ou até nos cansarmos...
....É mesmo assim! Depois de darmos cabo das tarefas que temos planeadas para esse dia, ainda é melhor sentarmo-nos com alguns amigos e familiares e degustarmos uma qq comida apetitosa que nos faça estar horas sentados ao redor de uma mesa. Quem não gosta de rever velhos amigos e ter a sensação no final da recepção de que tudo correu bem? Foi o que aconteceu com esta sobremesa e mais alguns alimentos que confecionei nesse dia. Então, esta sobremesa foi criada a partir de um bolo de chocolate processado sem sacarose, umas natas de excelente qualidade, uns pedaços de chocolate branco e de culinária, uns moranguinhos bem docinhos, uns pasteis recheados com ovos moles e um caramelo rendilhado...tudo bem direitinho e bem aconchegado numa apresentação que idealizei num ápice! O resultado foi este e pareceu-me que foi aprovado pelos meus familiares e amigos que não via há imensos anos. Por esta última razão resolvi atribuir-lhe o nome de "Old Friend". Porquê? Porque senti que a manifestação de agrado foi muito positiva e em retribuição a esse amigo de "long time ago" aqui ficou o "Old Friend". Será certamente uma sobremesa a repetir quando os voltar a convidar para qualquer repasto.
O "Old Friend" é simplesmente um bolo frio composto por camadas de bolo de chocolate, chocolates derretidos e umas natas muito bem batidas e pouco açucaradas. Como forma adoptei uma taça com a forma que se pode ver na foto mas indiferentemente poderá ter outra qualquer.
O "Old Friend" é simplesmente um bolo frio composto por camadas de bolo de chocolate, chocolates derretidos e umas natas muito bem batidas e pouco açucaradas. Como forma adoptei uma taça com a forma que se pode ver na foto mas indiferentemente poderá ter outra qualquer.
Sobre a sobremesa pouco há a dizer porque no geral é apenas uma combinação de vários sabores (fruta, chocolate, ovos moles, natas e bolo) adicionados a um pouco de açúcar...trabalhado e misturado nos vários ingredientes. Segundo li e ouvi a este tipo de sobremesas dá-se o nome de sobremesa composta porque detêm mais do que um tipo de sobremesa. Em relação à temperatura de servir considero que deve ser servida fresca embora não sendo nenhuma característica de gelado eu coloquei-a 1 hora no compartimento da congelação para que as natas esfriassem bem de modo a ficarem bem consistentes e agregarem bem os chocolates que as circundavam. De resto, bastou um pouco de imaginação e uma boa refrigeração porque estava muito calor.
Amigavelmente
Gi Dinis
Amigavelmente
Gi Dinis
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Eventos & Workshops...Porque gostamos!
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VIVA...
O começo do Verão!...Daqui a uns dias. Mas de facto, já apetece umas sobremesas mais fresquinhas na varanda ou numa qualquer explanada. E porque não celebrar o aniversário ao ar livre, no jardim municipal ou mesmo em espaços próprios que possuem condições para todas as bolsas?...São ideias engraçadas que tornam o evento mais agradável e simpático...ficando assim os convidados mais satisfeitos. Pense nisso! Foi uma destas ideias que a R. teve quando pensou em celebrar o aniversário da sua C. que fez 8 anos no final do mês de Maio. Além da sua festinha familiar, em casa, também quis comemorar mais um aniversário da sua infância com alguns amiguitos. E correu bem! A R. optou por levar o lanchinho para as crianças e contactou-me para lhe preparar alguns doces e salgados.
Depois de lhe ter sugerido as minhas melhores opções, a R. selecionou as que hoje apresento. Tudo fresco...quase feito na hora! A diferença entre o degustar e o processar não foi mais do que 2 horas, e pelo feed back recebido da R. tudo estava bem. Os pastéis de massa tenra voaram num ápice, o bacalhau com natas (já requisitado várias vezes) também estava equilibrado e saciou a fome dos convivas e ....as sobremesas estavam bonitas. Que criança não é aprecia um bolo "Oreo"? O bolo festivo e principal como mandam as regras foi elaborado com muito cuidado e atenção, tendo sido processado com ingredientes de qualidade (faço sempre assim!). Digo assim porque foi a primeira vez que processei este bolo que é composto exteriormente por camadas de ganache de chocolate branco corado levemente de rosa, ficando assim estilo degradé! ficou lindo o bolo com um coraçãozinho rosa no topo. Decidi que a vela que a C. iria soprar ficaria lindamente no meio do coração...embora o nosso maior poeta de todos os tempos tenha escrito que o amor é um fogo que arde sem se ver...aqui viu-se uma velinha braquinha cravada no coração de massa forrada a glacê rosa choque, que iluminou certamente o sorriso de todas as crianças que estavam presentes. Foi uma forma de a C. demonstrar aos seus amiguinhos o quanto gosta deles....
As restantes preparações doces e salgadas foram finalizadas de um modo simples, mas sem aquelas irritantes indefinições que não convencem sensorialmente todos aqueles que apreciam um empratamento bonito e discreto. Neste caso, e porque o evento assim o exigia, a R. serviu os salgados com base no empratamento françês...mas certamente que se fossem menos pessoas, ou mesmo um jantar mais formal teria optado por outro tipo de refeição. Acredito que sim, até porque conheço a cliente há bastante tempo e já conheço algumas das suas preferências. Não é que queira impor as minhas sugestões..mas indico o que escolheria no caso se ser eu a anfitriã. Seguramente, que o gosto e o tipo de convidados terão um peso significativo na decisão dos pratos principais e na escolha de algumas sobremesas.
Foi agradável colaborar com a R. na elaboração do "petit menu" da C. e espero continuar a merecer a sua melhor confiança. Como forma de agradecimento preparei este vídeo :-)), que podem ver Aqui É uma réplica da fotos que apresento, mas considero que um vídeo é sempre um momento único que transmite algo mais do que uma foto. Espero que gostem :-). Como já vem sendo hábito, aqui nas minhas publicações e também perante a vida tenho sempre uma postura que me empurra sempre para a frente apesar de algumas adversidades que lamento ..mas tento ultrapassá-las á minha maneira e sempre da melhor forma ponderando sempre com bon senso.
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quinta-feira, 7 de abril de 2016
Informação....A Gastronomia: A Linguagem Perfeita!
Viva!
- A Gastronomia, é uma linguagem universal que queiramos ou não é a mais poderosa união entre os povos do planeta Terra....porque todos necessitamos de nos alimentarmos para nos mantermos vivos incondicionalmente. Por este motivo, todos os povos do mundo têm nos seus países as suas preferências gastronómicas de acordo com as matérias primas aí produzidas, que poderão fazer com elas alguns produtos gastronómicos que atingem êxito além fronteiras. Foi assim até à pouco tempo atrás, e exemplos temos alguns bem notórios tais como a divulgação incessante de comida italiana (pizzas), russa (borsch), chinesa (shop soy), japonesa (sushi), espanhola (tortilla), brasileira (rodízio), alemã (bola de Berlim), portuguesa (pastel de nata), cabo verdiana (cachuppa), americana (apple pie) e inglesa (bread pudding)...de certeza que existem outras e mais aquelas que tendo menor impacto junto do grande público consumidor atingem em força aquele público alvo (target), cujas condições sensorias os satisfazem. É assim como todas as pessoas e em quase todo o mundo...isto porque infelizmente ainda existem zonas do globo onde a fome ainda permance como o prato principal da maioria da população. Assim, é com tristeza e alguma perplexidade que leio por vezes notícias sobre a fome existente no mundo, porque o acesso à alimentação é um direito de qualquer cidadão, direito esse consagrado pela FAO no Código Alimentarius.
Como é um ponto de união entre todos os povos, a gastronomia está a conquistar desde há algum tempo (poucos anos), um lugar de destaque no panorama das profissões mais requisitadas, havendo já neste âmbito muitos cursos, formações, regras específicas, aplicações destinadas á gastronomia e restauração e técnicas culinárias muito especializadas para o processamento de determinados pratos e efeitos sensoriais. Existem também grandes exitos culinários que têm o seu auge na estação do ano mais conveniente relativamente á matéria prima existente para consumo e, outros há cujo êxito é contínuo porque os ingredientes são abundantes e frescos todo o ano....assim se constrói um mapa gastronómico de um determinado país atraíndo milhares de turistas. Neste contexto, há que formar e evidenciar as pessoas que se tornam mais poderosas e sábias nas artes culinárias, proporcionando-lhes, depois alguns prémios de desempenho e criatividade e qualidade. Nomes como Ferran Adria, Jamie Olivier, Nigela Lawson, Heston Marc Blumenthal, Gordon Ramsay, Maria de Lurdes Modesto, Henrique Sá Pessoa e outros tão importantes nas artes culinárias irão ficar imortalizados no mundo criativo e qualitativo da culinária. Uns porque sobressaíram em determinadas áreas, outros porque foram sábios o suficiente para conseguirem ir mais além do que era previsto e porque provávelmente o seu sentido do gosto lhe concedeu essa faceta....por estas razões todas, e com o esforço reconhecido de todos eles temos hoje uma arte culinária mais difundida e específica....o que se torna uma mais valia para o consumidor final, uma vez que o seu leque de escolha é substancialmente mais alargado. Será que o consumidor gosta??????? - No meu entender, parece-me que sim! E cada vez mais....
A este propósito, temos diariamente os meios de comunicação social a difundirem positivamente alguns locais gastronómicos nacionais, evidenciando o que de melhor se faz no nosso país, tornando-se assim mais fácil de identificar e selecionar um sítio interessante que podemos visitar. Por vezes, as informações prendem-se somente em sugestões relativas a conselhos nutricionais supervisionados por profissionais das áreas selecionadas. Mas...nem sempre me parece que as informações sejam dadas a conhecer de um modo claro. Há quem prefira os blogs dedicados a postar receitas...outros preferem preparar videos lindíssimos com belas preparações culinárias...tudo isto é salutar, desde que o que se publica esteja de acordo com o saber de cada um, e seja verdade!... Existe espaço para todos, sem atropelos.
No outro dia, vi num canal exclusivamente dedicado às artes culinárias uma entrevista com um chef espanhol que incidia o seu trabalho maior na nova cozinha mundial e contemporânea, fazendo do seu espaço de trabalho (cozinha) um pequeno laboratório!...experimentando e misturando ingredientes que á partida não seriam uma boa solução, mas como ele dizia - " hoje, tudo se pode combinar, desde que o resultado final agrade ao cliente". Para isso, existem inúmeros ingredientes novos que antigamente não tinham grande utilização, e que actualmente fazem parte de menus de sucesso. São essencialmente utilizados para processar os designados "novos alimentos". Esta designação é mencionada na UE como sendo um dos maiores desafios na área alimentar, não descurando o seu modo de conservação. É um questão de conseguir conciliar bem as proporções de cada ingrediente, obtendo no final um produto seguro e de agradável sabor. Na minha modesta opinião, porque não sou "key Speaker", eu concordo inteiramente. Também, li num jornal uma informação interessante sobre a origem e produção de uma sobremesa nacional muito apreciada por cá e também um pouco por todo o mundo. Lia-se um breve resumo alusivo á origem da dita e foi descrito o modo como essa sobremesa deveria ser preparada, sendo que as proporções das matérias primas não foram ditas mas sim sugerida a qualidade das mesmas....A este propósito, e porque no nosso país esta sobremesa é preparada tanto com leite como com água, a informação dada incidia na quantidade do ingrediente principal e, que dá substancialmente o nome á sobremesa. Sugeria-se então, que o ingrediente (arroz) deveria conter pouca quantidade de amilose, tendo em conta que este factor é essencial para a obtenção de um melhor produto final...Aqui, e pelo que eu sei, li e ouvi falar o processo descrito não estará, de todo correcto! ...porque, o arroz que se usa nesta sobremesa é composto essencialmente de amido. Ora, o amido é um polissacárido constituido por 20% de amilose e 80% de amilopectina, sendo que ambas são formadas por cadeias de centenas de monossacarideos de glucose unidas por ligações glicosidicas 1,4 no grupo hemiacetal (- podem não entender á primeira mas é fácil e é assim mesmo - !), então elas só serão solúveis em água se existir um grupo hemiacetal (C-H-OH) onde as moléculas de água que existem no leite ou na água utilizadas na sobremesa se poderem ligar, estabelecendo para isso pontes de hidrogénio. Acontece que, a amilose é solúvel em água porque existem grupos hemiacetal livres para se estabelecerem essas pontes de hidrogénio ...mas a amilopectina tendo também esse grupo no final da cadeia, é uma estrutura muito densa e está justaposta em túnel sem grandes possibilidades de haver estabelecimento de pontes de hidrogénio entre as suas moléculas e a água, logo esta não é suficientemente solúvel em água. Como não o é, a quantidade de amilose deverá ser encarada como suficiente ou bastante na preparação desta sobremesa tanto com leite(que contém água) como só com água. Quanto á qualidade e quantidade dos ingredientes da receita, deve-se respeitar as tradições de cada região, não obstante a vontade de modificar algo desde que não se altere a essência da receita original. As restantes operações, temperaturas e outros ingredientes são susceptíveis de pequenas alterações....:-) (ao gosto de cada pessoa, de certeza que ficará sempre melhor!)
O revivalismo das "tascas e casas de petiscos" está na ordem do dia. É uma forma de mostrar as tradições existentes em cada local e um modo de divulgação de pequenos apontamentos gastronómicos que bem combinados e acompanhados de um excelente néctar podem fazer toda a diferença para um qualquer turista que nos visite. De norte a sul, os exemplos são variados e muitas possuem elevada qualidade. Mais uma vez se aplica ..."A gastronomia: a linguagem perfeita! - esssencialmente para o turista!...
Também existem actualmente no mundo gastronómico, várias alusões a novas técnicas de preparação, novos ingredientes que fazem a delícia dos consumidores mais despertos para estes assuntos sendo autorizados pelas entidades governamentais europeias e seus grupos de trabalho em tantos pontos do Globo. A gastronomia está continuamente em mudança, sem desconsiderar as origens de cada um de nós, e porque ,
"Crear
talento significa crear riqueza, puestos de trabajo y aumentar la
competitividad de nuestro entorno", dice Ferrá Adriá.
Serão porventura, o futuro da cozinha mundial....
Gi Dinis
quarta-feira, 23 de março de 2016
I & D de Produtos Alimentares...Oferecer amêndoas ainda está na moda??
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Viva...
Uma semana de férias escolares para os nossos filhos (e para quem é estudante trabalhador) é sempre um bom motivo para descanso e se possível uma oportunidade que pode proporcionar uma "escapadinha"....visitar uma cidade, fazer umas mini férias, restabelecer energias que foram sendo gastas durante este Inverno que foi tão duro. Mas, também pode ser a altura ideal para arregaçar as mangas, conjuntamente com o filho pequenito ou a filha prendada e preparar uns presentinhos de Páscoa bem docinhos para oferecer ás pessoas mais queridas da nossa vida...pais, irmãos, sobrinhos, avós, amigos etc. Há sempre um motivo para oferecermos um miminho nem que seja a nós próprios. ..e se for elaborado por nós e pelas nossos filhos !..É bonito, elegante, valioso e satisfatório para ambas as partes.
Pois, então neste sentido preparo todos os anos estas amêndoas maravilhosas que "enchem o olho" dos meus meninos cá de casa. Verdade! Podem relembrar aqui. São amêndoas revestidas "solamente" com açúcar, chocolate e água sendo tudo preparado a uma temperatura de cocção muito elevada, o que permite ao preparado transformar~se numa translúcida calda que pouco a pouco se vai enrolando em cada uma das amêndoas. O grau Brixº do açúcar é bastante elevado uma vez que o objectivo é enrolar o açucar depois de ter sido derretido e solidificado no pequeno fruto seco. É um processo um pouco moroso, e para quem tem alguma prática não é fácil nem difícil...exige alguma prática e medidas escrupulosamente respeitadas para que tudo corra na perfeição. Lembro-me de recolher esta receita numa daquelas revistinhas "teleculinária" do saudoso Chef Silva, que a este respeito recomendava "...A medida de água e o peso do açúcar e da amêndoa têm de ser escrupulosamente respeitadas, caras leitoras, ou então nada de jeito obtêm"...
Durante alguns anos não me atrevi a processar a receita porque considerei que seria um pouco difícil...mas houve um ano em que nada tinha para oferecer aos meus familiares e resolvi por mãos á obra e preparei as amêndoas. No início da preparação os ingredientes burbulhavam na caçarola de cobre a um ritmo alucinante...depois começou a transformação do açúcar a derreter-se e a incorpora-se na água obtendo-se assim uma calda grossa, seguidamente passou a uma espécie de areia e finalmente este começou a
derreter novamente em modo lento e a escurecer, simultaneamente enrolava-se nas pequenas amêndoas que estalavam ao mesmo tempo que eram "aprisionadas" pelo açucar caramelizado. No final, tudo era polvilhado generosamente com chocolate em pó e uma pitada de canela. Foi uma experiência bem sucedida...tão boas que ficaram! a partir desse ano, quase não existe Páscoa na minha vida na qual eu não faça estas amêndoas maravilhosas. Claro que é uma experiência que fica um pouco cara comparativamente com algumas amêndoas de chocolate que compramos por aí, mas seguramente a qualidade deve ser bastante superior, e depois temos o orgulho de apresentar umas amêndoas feitas por nós. Recordo-me de um ano...em que foi feita uma visita Pascal aqui em C. e, recebendo a comitiva que proporcionou esse ritual religioso ofereci umas dessas amêndoas, sendo estas bastante elogiadas com a particularidade de alguém dizer.." estas amêndoas não são de compra!"... sorri, e respondi claramente dizendo que as tinha preparado nesse domingo pela manhã.
Estas amêndoas combinam com um delicado Porto, decoram um delicioso bolo ou simplesmente adoçam o coração de quem as recebe. E acrescento que ....têm um aspecto sensorial muito bom. Podem encontrá-las na Galeria Sta Clara - Coimbra.
É bom,benéfico, útil e gratificante sabermos preparar estas delícias. Não porque não haja à venda, há!... e de várias escolhas, vários preços e de várias qualidades. Aqui o que importa é saber e conseguir fazer! Acredito que muitos de vós não considerem estas "petites choses" virtuosas, interessantes e sábias..porque têm outras vocações, outros interesses, ou mesmo pouco tempo..mas saber fazer é actualmente uma mais valia!
E porque o tempo é de Páscoa, de renovação da amizade e de tudo o que nos deve fazer bem, deixo aqui um "hino" á amizade, apesar de ultimamente esta andar - perdidamente esquecida nos corações de muitos que conhecemos por aí...há poucos ou longíquos anos! https://www.youtube.com/watch?v=gRsnjNt_Rhw Boa Páscoa, Gi Dinis |
domingo, 20 de março de 2016
Informação....Quando a boca se cala, o corpo grita!

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O fim do fim de semana ainda com um pouco de chuva e frio remete-nos ao aconchego do lar, ao pijaminha quentinho e confortável e indubitavelmente a umas comidinhas mais ligeiras e fáceis de preparar. É assim que acontece com inúmeras pessoas que têm a semana muito preenchida, seja com estudos, trabalhos
ou outros afazeres.
E por estas razões, preferem comprar os produtos alimentares já muito processados..aqueles que designamos por 4ª e 5ª gama. Eu acredito e concordo que estes produtos podem de alguma modo minimizar e aligeirar o trabalho do fim de semana de algumas pessoas, mas também podem proporcionar aquilo a que chamamas negligência alimentar na medida em que aparentemente serão apelativos, isto é têm um preço acessível, têm um aspecto sensorial apetecível e são do nosso agrado. Nada melhor do que isto!
E "step by step" entra-se no ritmo de não idealizarmos e processarmos aquilo que devemos comer simplesmente porque temos á distância de um clic tudo o que precisamos em troca de uns euros e uma mão cheia produtos alimentares. Não quero dizer que os produtos alimentares já processados sejam muito baratos..mas decerto que são acessíveis à maioria da população....que pouco se preocupa em ingerir bons produtos. Bons produtos não são aqueles que são rotulados pela grande marca "A" ou pela pequena marca "B"...bons produtos alimentares são aqueles que são seguros e nos quais confiamos e a confiança está estritamente ligada á segurança...O grande problema reside em decidir e percepcionar este
grande binómio, porque o risco zero na confecção alimentar não existe em qualquer produção alimentar. O que existe sim, são técnicas e regras estipuladas por organizações governamentais na maioria dos países, obedecendo estas a um código de conduta internacional redigido pela FAO denominado Codex Alimentarius, no qual estão estabelecidas regras e práticas alimentares que devem ser obedecidas pelas entidades que se dedicam ao processamento de alimentos. E porque a economia alimentar não é passível de ser corrompida todos os intervenientes do respectivo processamento deverão ser leais com o consumidor final. Para além desta questão ainda existe outra que está intimamente relacionada com cada um de nós. Revela-se na capacidade metabólica que cada pessoa tem para consumir determinado alimento, ou seja, o alimento que para mim pode ser benéfico ou não prejudicial poderá ser altamente intolerante para outra pessoa....mas como alguns de nós insistimos em não valorizar algumas queixas respeitantes ao consumo de "x" ou de "y"...atribuimos o mal estar ao tempo, a uma indisposição qualquer, ao cansaço da semana de trabalho, a um problema que nem sabemos explicar muito bem! Mas por vezes, a causa que poderá estar relacionada com alguma substância que ingerimos inadvertidamente, sem sabermos que somos intolerantes, ou porque simplesmente porque sim. E, mais cedo ou mais tarde...o organismo dá o sinal através de sintomas sinalizados através de análises, exames, ou outros meios de diagnóstico mais precisos. - Então não podemos comer nada!!!! - Não, temos de nos alimentar, á medida que necessitamos e equilibradamente ou de acordo com o que nos faz sentir bem, porque o organismo admite excessos, restabelecendo o equilibrio sempre que o pode fazer...tendo o seu limite de resistência.
Por estas razões, é importante para o nosso bem estar estipular e planear o que vamos comer durante a semana, organizar melhor as refeições das nossas crianças (muitas vezes conseguem-se refeições do seu agrado com custos baixos, basta elaborar de uma forma engraçada), e acima de tudo referenciar e considerar locais onde a nossa confiança alimentar esteja patente,
Porque quando não prestamos atenção a estes pontos e nos limitamos a ingerir somente o que é pratico, ligeiro e fácil de obter é o mesmo que dizer...
.Quando a boca se cala, o corpo grita!
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