Viva....
Mais um dia de calor neste Agosto que se adivinha excepcionalmente agitado em acontecimentos marcantes. Por um lado, o fim dos Jogos Olímpicos no Brasil, onde colhemos louros com uma das nossas atletas - parabéns para a Telma Monteiro!- o balanço final não foi bom nem famoso comparando com outros países com a mesma dimensão do nosso...porque o facto de termos sensivelmente o mesmo número de habitantes não quer dizer que tenhamos a mesma qualidade intrínseca, está provado que não! , mas estamos sempre á espera de dias melhores. Por outro lado, a tristeza de assistirmos à onda de incêndios gigantescos que consomem as nossas florestas, devorando impiedosamente também alguns lares e ceifando algumas vidas. São aterradoras as reportagens que temos tido a oportunidade de assistir nos meios de comunicação social e, de algum modo leva-nos a pensar que, de facto quando nos levantamos pela manhã apenas poderemos esperar que o dia não corra mal...e se chegarmos ao final do dia com as nossas tarefas e desafios cumpridos, um sorriso no rosto e um abracinho doce....estamos no bom caminho - " Porque o caminho faz-se caminhando!" - disse um dia alguém.
Nesse sentido, temos sempre algo para fazer e dizer...mesmo que num dia ou outro a vida corra menos bem e tenhamos que nos deparar com problemas para resolver, situações menos boas para minimizar a sua dimensão e até algumas novidades ou inovações para implementar. É assim que se completa o dia a dia de pessoas activas.
Nesta perspectiva, cá estamos de quando em vez ou de vez em quando a preparar umas novidades, uns mimos que podem servir para algumas ocasiões. Não direi ocasiões especiais, mas ocasiões em que queiramos nostrar que também sabemos realizar outras culinárias que não as habituais. É o post de hoje que vos trago um exemplo disso. Uma preparação bem a propósito deste tempo quente que seguramente irão apreciar por ter um gosto bem apreciado pela maioria das pessoas. É uma sobremesa de Verão mas que pode ser consumida durante todo o ano devido á sua versatilidade. Confusos? Passo já a explicar...
É um leite creme gelado aromatizado com vinho do Porto e decorado com uma barra de caramelo. Simples! E delicioso. Na sua confecção apenas entram os ingredientes habituais de um leite creme bem cremoso que são vinho do Porto, gemas de ovos, zeste de limão, amido de milho, leite e um pouco de natas e obviamente uma pequena dose de um sacarídeo. Digo sacarídeo porque actualmente está instalada a polémica na utilização dos açúcares convencionais (sacarose ou açúcar de cana refinado). Sem mitos nem grandes explicações apenas digo que o açúcar que habitualmente se utiliza na preparação das sobremesas é constituído por uma cadeia imensa de dois monómeros designados por frutose e glicose formando um dissacarídeo que é um polímero que adocica os nossos bolinhos desde há imensos anos. Esses monómeros estão tão bem selecionados pela mãe Natureza que por artes naturais e lógicas são habilmente metabolizados pelo nosso organismo sendo inteligentemente divididos em pequenas porções dentro da célula, num cantinho especial para o efeito. Este processo ocorre incessantemente em todos os organismos do reino animal e não é necessário estar aqui a decifrar pormenorizadamente o processo metabólico de uma molécula de glicose ou frutose porque além de moroso é muito complexo. Basta apenas dizer que uma molécula de glicose ou frutose (neste caso) são as mais simples formas de o organismo humano obter energia para manter as suas células em funcionamento. Uma vez consumido e metabolizado é armazenado em energia nas células designadas para o efeito no sentido de ser utilizado quando for necessário. Mas e se não for necessário? Pois é! aqui é que está o grande problema....que muitos não sabem mas ficam já a saber! Os hidratos de carbono que não são consumidos na actividade física diária ou seja são armazenados transformam-se em gordura pura e simplesmente. Aquela dose calórica de açúcar excedente que consumimos naquela reunião de amigos ou naquela refeição tão completa foi transformada em gordura????? pois foi! Foi mais umas gramas de gordura que se instalaram nos tecidos adiposos aumentando assim aquela coisa a que chamamos celulite. A maneira mais leve de contornar o assunto e minimizar o problema passa por fazer muito exercicio físico :-)))))....(também faço pouco!), ingerir pouca sacarose e mais de outros açucares naturais e evitar a todo o custo esses adoçantes sintéticos (construidos em laboratório), ou aqueles substituintes de adoçantes que nos fazem crer que não engordam, são fantásticos e nos devolvem o corpo de outrora. Nada mais errado! Os adoçantes sintéticos não são mais do que açúcares naturais modificados que ao entrarem no organismo não são metabolizados nas células. Porquê? simplesmente porque as células estão programadas para o processo metabólico de uma molécula de glicose natural e não para metabolizar glicose alterada. Então, não sendo metabolizadas saem do organismo praticamente intactas...mas deixam a sua marca! sob diversas formas que mais tarde ou mais cedo se vão refletir no normal funcionamento do organismo porque podem activar outros processos que podem ser degenerativos. Por outro lado, os adoçantes que não o são, mas que desempenham esse papel não são mais do que proteínas especiais agrupadas que embora não engordem (porque a proteína só tem um papel construtor), provocam habituação que poderá ser nociva para o cérebro indo a seu tempo desgastar outras actividades....enfim tudo isto são processos complexos, com um enorme conteúdo e que são geridos por todos os organismos humanos.
E se soubermos que uma gordura ou um lípido fornece mais do dobro de energia em forma de calorias do que um açucar, é fácil de deduzir que as gorduras são mais prejudiciais do que os açucares. Sobre estes assuntos muito há a dizer porque tudo isto é mesmo assim, e eu aqui estou sem qualquer pretensão a estar aqui a ensinar o que quer que seja...apenas informo o que vou aprendendo e assimilando ao longo da minha experiência como ser humano, mulher e aluna de uma licenciatura nesta área.
Mas retomando a apresentação de hoje...a minha receita é bem fácil de preparar e pode ser
preparada de véspera, no dia ou mesmo guardada no congelador por algum tempo. Um leite creme simples com caracteristicas bem lusitanas todos sabem preparar....um bom Porto é fácil de encontrar e uma barra de caramelo é um pouco díficil de processar. Aqui, no caso de não se conseguir a barra de caramelo sempre se pode remediar compondo com um pouco de caramelo líquido, mas não tendo a mesma textura não irá ter o mesmo efeito final. Vou por isso dizer como faço as barras de caramelo. Um pouco de açucar com uma gota de água é levado a ponto de pérola e retirado imediatamente do lume para que a temperatura de ebuliçao não suba mais. Entretanto tenho pronta uma folha de papel vegetal untada com um pouco de alcool á qual deito meticulosamente na direcção e sentido que pretendo o açucar a ferver (cuidado para não queimar a mão), fazendo movimentos giratórios no papel para que a porção se mova em vários sentidos. O resultado é uma efervescência do preparado uma vez que ocorrem reacçoes entre um alcool e acucares (também são reacções complexas!). Deixo escorrer e esfriar até conseguir tocar no preparado sem me queimar. A partir daqui é só "descolar" o caramelo da folha e está pronto a utilizar.
Não me alongando mais espero ter contribuido para mais um sucesso nos vossos processos culinários.
Tchim, tchim....A Vós,
Nesta perspectiva, cá estamos de quando em vez ou de vez em quando a preparar umas novidades, uns mimos que podem servir para algumas ocasiões. Não direi ocasiões especiais, mas ocasiões em que queiramos nostrar que também sabemos realizar outras culinárias que não as habituais. É o post de hoje que vos trago um exemplo disso. Uma preparação bem a propósito deste tempo quente que seguramente irão apreciar por ter um gosto bem apreciado pela maioria das pessoas. É uma sobremesa de Verão mas que pode ser consumida durante todo o ano devido á sua versatilidade. Confusos? Passo já a explicar...
É um leite creme gelado aromatizado com vinho do Porto e decorado com uma barra de caramelo. Simples! E delicioso. Na sua confecção apenas entram os ingredientes habituais de um leite creme bem cremoso que são vinho do Porto, gemas de ovos, zeste de limão, amido de milho, leite e um pouco de natas e obviamente uma pequena dose de um sacarídeo. Digo sacarídeo porque actualmente está instalada a polémica na utilização dos açúcares convencionais (sacarose ou açúcar de cana refinado). Sem mitos nem grandes explicações apenas digo que o açúcar que habitualmente se utiliza na preparação das sobremesas é constituído por uma cadeia imensa de dois monómeros designados por frutose e glicose formando um dissacarídeo que é um polímero que adocica os nossos bolinhos desde há imensos anos. Esses monómeros estão tão bem selecionados pela mãe Natureza que por artes naturais e lógicas são habilmente metabolizados pelo nosso organismo sendo inteligentemente divididos em pequenas porções dentro da célula, num cantinho especial para o efeito. Este processo ocorre incessantemente em todos os organismos do reino animal e não é necessário estar aqui a decifrar pormenorizadamente o processo metabólico de uma molécula de glicose ou frutose porque além de moroso é muito complexo. Basta apenas dizer que uma molécula de glicose ou frutose (neste caso) são as mais simples formas de o organismo humano obter energia para manter as suas células em funcionamento. Uma vez consumido e metabolizado é armazenado em energia nas células designadas para o efeito no sentido de ser utilizado quando for necessário. Mas e se não for necessário? Pois é! aqui é que está o grande problema....que muitos não sabem mas ficam já a saber! Os hidratos de carbono que não são consumidos na actividade física diária ou seja são armazenados transformam-se em gordura pura e simplesmente. Aquela dose calórica de açúcar excedente que consumimos naquela reunião de amigos ou naquela refeição tão completa foi transformada em gordura????? pois foi! Foi mais umas gramas de gordura que se instalaram nos tecidos adiposos aumentando assim aquela coisa a que chamamos celulite. A maneira mais leve de contornar o assunto e minimizar o problema passa por fazer muito exercicio físico :-)))))....(também faço pouco!), ingerir pouca sacarose e mais de outros açucares naturais e evitar a todo o custo esses adoçantes sintéticos (construidos em laboratório), ou aqueles substituintes de adoçantes que nos fazem crer que não engordam, são fantásticos e nos devolvem o corpo de outrora. Nada mais errado! Os adoçantes sintéticos não são mais do que açúcares naturais modificados que ao entrarem no organismo não são metabolizados nas células. Porquê? simplesmente porque as células estão programadas para o processo metabólico de uma molécula de glicose natural e não para metabolizar glicose alterada. Então, não sendo metabolizadas saem do organismo praticamente intactas...mas deixam a sua marca! sob diversas formas que mais tarde ou mais cedo se vão refletir no normal funcionamento do organismo porque podem activar outros processos que podem ser degenerativos. Por outro lado, os adoçantes que não o são, mas que desempenham esse papel não são mais do que proteínas especiais agrupadas que embora não engordem (porque a proteína só tem um papel construtor), provocam habituação que poderá ser nociva para o cérebro indo a seu tempo desgastar outras actividades....enfim tudo isto são processos complexos, com um enorme conteúdo e que são geridos por todos os organismos humanos.
E se soubermos que uma gordura ou um lípido fornece mais do dobro de energia em forma de calorias do que um açucar, é fácil de deduzir que as gorduras são mais prejudiciais do que os açucares. Sobre estes assuntos muito há a dizer porque tudo isto é mesmo assim, e eu aqui estou sem qualquer pretensão a estar aqui a ensinar o que quer que seja...apenas informo o que vou aprendendo e assimilando ao longo da minha experiência como ser humano, mulher e aluna de uma licenciatura nesta área.
Mas retomando a apresentação de hoje...a minha receita é bem fácil de preparar e pode ser
preparada de véspera, no dia ou mesmo guardada no congelador por algum tempo. Um leite creme simples com caracteristicas bem lusitanas todos sabem preparar....um bom Porto é fácil de encontrar e uma barra de caramelo é um pouco díficil de processar. Aqui, no caso de não se conseguir a barra de caramelo sempre se pode remediar compondo com um pouco de caramelo líquido, mas não tendo a mesma textura não irá ter o mesmo efeito final. Vou por isso dizer como faço as barras de caramelo. Um pouco de açucar com uma gota de água é levado a ponto de pérola e retirado imediatamente do lume para que a temperatura de ebuliçao não suba mais. Entretanto tenho pronta uma folha de papel vegetal untada com um pouco de alcool á qual deito meticulosamente na direcção e sentido que pretendo o açucar a ferver (cuidado para não queimar a mão), fazendo movimentos giratórios no papel para que a porção se mova em vários sentidos. O resultado é uma efervescência do preparado uma vez que ocorrem reacçoes entre um alcool e acucares (também são reacções complexas!). Deixo escorrer e esfriar até conseguir tocar no preparado sem me queimar. A partir daqui é só "descolar" o caramelo da folha e está pronto a utilizar.
Não me alongando mais espero ter contribuido para mais um sucesso nos vossos processos culinários.
Tchim, tchim....A Vós,
Gi Dinis




Sem comentários:
Enviar um comentário