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quarta-feira, 23 de março de 2016

I & D de Produtos Alimentares...Oferecer amêndoas ainda está na moda??





Viva...
Uma semana de férias escolares para os nossos filhos (e para quem é estudante trabalhador) é sempre um bom motivo para descanso e se possível uma oportunidade que pode proporcionar uma "escapadinha"....visitar uma cidade, fazer umas mini férias,  restabelecer energias que foram sendo gastas durante este Inverno que foi tão duro. Mas, também pode ser a altura ideal para arregaçar as mangas, conjuntamente com o filho pequenito ou a filha prendada  e preparar uns  presentinhos de Páscoa bem docinhos para oferecer ás pessoas mais queridas da nossa vida...pais, irmãos, sobrinhos, avós, amigos etc. Há sempre  um motivo para oferecermos um miminho nem que seja a nós próprios. ..e se for elaborado por nós e pelas nossos filhos !..É bonito, elegante, valioso e satisfatório para ambas as partes. 



Pois, então neste sentido preparo todos os anos estas amêndoas maravilhosas que "enchem o olho" dos meus meninos cá de casa. Verdade! Podem relembrar aqui.  São amêndoas revestidas "solamente" com açúcar, chocolate e água sendo tudo preparado a uma temperatura de cocção muito elevada, o que permite ao preparado transformar~se numa translúcida calda que pouco a pouco se vai enrolando em cada uma das amêndoas. O grau Brixº do açúcar  é bastante elevado uma vez que o objectivo é enrolar o açucar depois de ter sido derretido e solidificado  no pequeno fruto seco. É um processo um pouco moroso, e para quem tem alguma prática não é fácil nem difícil...exige alguma prática e medidas escrupulosamente respeitadas para que tudo corra na perfeição. Lembro-me de recolher esta receita numa daquelas revistinhas "teleculinária" do saudoso Chef Silva, que a este respeito recomendava "...A medida de água e o peso do açúcar e da amêndoa   têm de ser escrupulosamente respeitadas, caras leitoras,  ou então nada de jeito obtêm"...

Durante alguns anos não me atrevi a processar a receita porque considerei que seria um pouco difícil...mas houve um ano em que nada tinha para oferecer aos meus familiares e resolvi por mãos á obra e preparei as amêndoas. No início da preparação os ingredientes burbulhavam na caçarola de cobre a um ritmo alucinante...depois começou a transformação do açúcar a derreter-se e a incorpora-se na água obtendo-se assim  uma calda grossa,  seguidamente passou a uma espécie de areia e finalmente este começou a 
derreter novamente em modo lento  e a escurecer,  simultaneamente enrolava-se nas pequenas amêndoas que estalavam ao mesmo tempo que eram "aprisionadas" pelo açucar caramelizado. No final, tudo era polvilhado generosamente com chocolate em pó e uma pitada de canela. Foi uma experiência bem sucedida...tão boas que ficaram! a partir desse ano, quase não existe Páscoa na minha vida na qual eu não faça estas amêndoas maravilhosas. Claro que é uma experiência que fica um pouco cara comparativamente com algumas  amêndoas de chocolate que compramos por aí, mas seguramente a qualidade deve ser bastante superior, e depois temos o orgulho de apresentar umas amêndoas feitas por nós. Recordo-me de um ano...em que foi feita uma visita Pascal aqui em C. e, recebendo a comitiva que proporcionou esse ritual religioso ofereci umas dessas amêndoas, sendo estas bastante elogiadas com a particularidade de alguém dizer.." estas amêndoas não são de compra!"... sorri, e respondi claramente dizendo que as tinha preparado nesse domingo pela manhã. 

Estas amêndoas combinam com um delicado  Porto, decoram um delicioso bolo ou simplesmente adoçam o coração de quem as recebe.  E acrescento que ....têm um aspecto sensorial muito bom. Podem encontrá-las na Galeria Sta Clara - Coimbra. 

É bom,benéfico, útil e gratificante sabermos preparar estas delícias. Não porque não haja à venda, há!... e de várias escolhas, vários preços e de várias qualidades. Aqui o que importa é saber e conseguir fazer! Acredito que muitos de vós não considerem estas "petites choses" virtuosas, interessantes e sábias..porque têm outras vocações, outros interesses, ou mesmo pouco tempo..mas  saber fazer é actualmente uma mais valia!

E porque o tempo é de Páscoa, de renovação da amizade e de tudo o que nos deve fazer bem, deixo aqui um "hino" á amizade, apesar de ultimamente esta andar - perdidamente esquecida nos corações de muitos que conhecemos por aí...há poucos ou longíquos anos! https://www.youtube.com/watch?v=gRsnjNt_Rhw

Boa Páscoa, 
Gi Dinis

domingo, 20 de março de 2016

Informação....Quando a boca se cala, o corpo grita!








  Viva... 

O fim do fim de semana ainda com um pouco de chuva e frio remete-nos ao aconchego do lar, ao pijaminha quentinho e confortável e indubitavelmente a umas comidinhas mais ligeiras e fáceis de preparar. É assim que acontece com inúmeras pessoas que têm a semana muito preenchida, seja com estudos, trabalhos
 ou outros afazeres. 

E por estas razões, preferem comprar os produtos alimentares já muito processados..aqueles que designamos por 4ª e 5ª gama. Eu acredito e concordo que estes produtos podem de alguma modo minimizar e aligeirar o trabalho do fim de semana de algumas pessoas, mas também podem proporcionar aquilo a que chamamas negligência alimentar na medida em que aparentemente serão apelativos, isto é têm um preço acessível, têm um aspecto sensorial apetecível e são do nosso agrado. Nada melhor do que isto! 


E "step by step" entra-se no ritmo de não idealizarmos e processarmos  aquilo que devemos comer simplesmente porque temos á distância de um clic tudo o que precisamos em troca de uns euros e uma mão cheia produtos alimentares. Não quero dizer que os produtos alimentares já processados sejam muito baratos..mas decerto que são acessíveis à maioria da população....que pouco se preocupa em ingerir bons produtos. Bons produtos não são aqueles que são rotulados pela grande marca "A" ou pela pequena marca "B"...bons produtos alimentares são aqueles que são seguros e nos quais confiamos e  a confiança está estritamente ligada á segurança...O grande problema reside em decidir e  percepcionar este 
grande binómio,   porque o risco zero na confecção alimentar não existe em qualquer produção alimentar. O que existe sim,  são técnicas e regras estipuladas por organizações governamentais na maioria dos países, obedecendo estas a um código de conduta internacional redigido pela FAO denominado Codex Alimentarius, no qual estão estabelecidas regras e práticas alimentares que  devem ser obedecidas  pelas entidades que se dedicam ao processamento  de alimentos. E porque a economia alimentar não é passível de ser corrompida todos os intervenientes do respectivo processamento deverão ser leais com o consumidor final. Para além desta questão ainda existe outra que está intimamente relacionada com cada um de nós. Revela-se na capacidade metabólica que cada pessoa tem para consumir determinado alimento, ou seja, o alimento que para mim pode ser benéfico ou não prejudicial poderá ser altamente intolerante para outra pessoa....mas como alguns de nós insistimos em não valorizar algumas queixas respeitantes ao consumo de "x" ou de "y"...atribuimos o mal estar ao tempo, a uma indisposição qualquer, ao cansaço da semana de trabalho, a um problema que nem sabemos explicar muito bem! Mas por vezes, a causa que poderá estar relacionada com alguma substância que ingerimos inadvertidamente, sem sabermos  que somos intolerantes, ou porque simplesmente porque sim. E, mais cedo ou mais tarde...o organismo dá o sinal através de sintomas sinalizados através de  análises, exames, ou outros meios de diagnóstico mais precisos. 

- Então não podemos comer nada!!!! - Não, temos de nos alimentar, á medida que necessitamos e equilibradamente ou de acordo com o que nos faz sentir bem, porque o organismo admite excessos, restabelecendo o equilibrio sempre que o pode fazer...tendo o seu limite de resistência.

Por estas razões, é importante para o nosso bem estar  estipular e planear  o que vamos comer durante a semana, organizar melhor as refeições das nossas crianças (muitas  vezes conseguem-se refeições do seu agrado com  custos baixos, basta elaborar de uma forma engraçada), e acima de tudo referenciar e considerar locais onde a nossa confiança alimentar esteja patente,

Porque quando não prestamos atenção a estes pontos e nos limitamos a ingerir somente o que é pratico, ligeiro e fácil de obter é o mesmo que dizer...


.Quando a boca se cala, o corpo grita!
-( Não) me agradaGi Dinis








domingo, 13 de março de 2016

I & D de Produtos Alimentares....Leite Creme/Golden Cream




















Golden Cream



Golden Cream

Viva!...

Uma excelente  semana com trabalho, boas notícias e melhor  disposição!

É assim que todos gostamos de agendar  os nossos dias. Sempre com o intuito de que tudo melhore mesmo que algo não decorra como nós planeámos, porque existe sempre algum momento ou alguma situação imprevista que nos pode alterar os acontecimentos que decerto estão organizados e arrumados dentro d nosso "brain"...é natural que algum imprevisto possa acontecer porque a vida é mesmo assim...quando menos esperamos algo se sobrepõe aos nossos planos. Surpresas boas e por vezes menos boas que nos poderão entristecer ou termos de mudar de atitude...nunca fugindo muito aos nossos ideais, e aos nossos compromissos. Foi num desses dias ..no qual  por razões de última hora tive de alterar os meus trabalhos resolvi processar uma sobremesa para o meu almoço de família. Era um almoço simples composto maioritariamente por vegetais que iriam forrar o estômago por pouco tempo....porque os vegetais têm poucos hidratos de carbono, são facilmente digeríveis e provocam uma fome terrível porque são compostos maioritariamente por fibras...que resolvi preparar um leite creme para adoçar e complementar a refeição. Um leite creme bem cremoso e aromatizado com um pouco de zeste de limão iria mesmo calhar muito bem. Não preparava leite creme à muito tempo...

Intemporal, mas sempre bem dourado é uma sobremesa de bom gosto português que desde tempos ancestrais faz parte da montra de sobremesas tradicionais portuguesas. Preparado com leite, gemas de ovos, zeste de limão, açucar e um pouco de farinha ou amido de milho é delicamente mexido em lume brando até atingir uma cremosidade ímpar. A proporção dos ingredientes é ditada pela quantidade de leite que se pretende utilizar e pouco a pouco o aroma vai pairando no ar. É gostoso de fazer e melhor de degustar....com canela ou com açucar queimado! A ideia é obter um creme doce limonado  que misturado com o caramelo ou a canela seja a combinação perfeita. Este é! A canela é uma especiaria oriunda das Índias e faz parte de inúmeras receitas portuguesas. É utilizada em  pó ou em pau, e tem propriedades conservantes e aromatizantes.  O açúcar é, por excelência uma matéria prima que faz parte de todas as sobremesas.  Vulgarmente conhecido  por açúcar, é na verdade designada por sacarose, que não é mais do que a junção de glicose e frutose e é extraída da cana de açúcar e, também tem propriedades conservantes. 

O leite creme é muito bom de comer, de digerir, é por excelência uma sobremesa que pode muito bem ilustrar a  gastronomia doce portuguesa fazendo passar a ideia de que apesar de ser muito antiga pode perfeitamente ser reinventada com outra imagem. Foi o que o eu fiz! E gostámos do resultado, eu e o P. Degustámos como se estivéssemos num restaurante galardoado com *estrela Michelin :-)) 

Por ser o leite creme apetitosamente único, e sensorialmente excepcional atribui-lhe o nome de "Golden Cream", sendo por isso uma homenagem aos nossos antepassados que habilmente o inventaram, difundiram até aos dias de hoje. Por essa razão e pelo facto de gostar tanto da experiência apraz-me sugerir este "Gold" assim,https://www.youtube.com/watch?v=fcfUk5ptoCY

Até já!
Gi Dinis



sábado, 5 de março de 2016

I & D de produtos alimentares.....ARROZ DOCE, sweet rice, dulce arroz, doucement riz!


Viva...
Um dia de cada vez!... Mas sempre com força e ânimo para superar as adversidades da vida. É este o nosso objectivo  que nos move mesmo que faça muita chuva ou esteja a nevar. De preferência gostamos do sol, nem que seja apenas de um pequeno raio de sol que nos ilumine a nossa mente no sentido de melhorar cada vez mais  as nossas ideias e que nos forneça energia para continuarmos sempre a lutar pelo que mais ambicionamos. Não é fácil, mas passo a passo (step by step)lá chegaremos. Para que isto aconteça é necessário preseverança e muitaaaa força de vontade - todos nós sabemos! Mas nem todos nós o executamos...prque se ficarmos á espera que aconteça simplesmente...não vai acontecer o que queremos seguramente. Acontece..porque alguém faz acontecer! Nesse sentido, eu tento dar esse alento à minha vida. ..pouco a pouco, com cuidado. 


Posso recordar que há meia dúzia de anos atrás os meus conhecimentos culturais e profissionais eram bem menos dos que hoje tenho e que a exigência dos meus horizontes relativamente à minha pessoa eram mais "pequenos". Não interessa dizer se estavam correctos ou não, apenas estavam minimamente de acordo com o percurso feito até então. Nada de mais! - Nem de menos!...Mas sempre com o intuito de querer evoluir pessoalmente e profissionalmente. Ah!..gosto de evoluir, congratulo-me com  a inovação nas diversas áreas,  aprecio muito  quando "ouço o último grito" da moda, das decobertas da ciência, até das novidades mais básicas. Mas e Agora... 

Tudo se faz no sentido de melhorar, colaborar no sentido de se obter cada vez mais um melhor nível  de vida. 

E porque assim é, apresento hoje mais uns destacados modos de preparar um delicioso arroz doce. Antigamente...e aind hoje a tradicional sobremesa criada pelos nossos nossos antepassados era  passada gentilmente ás nossas avós, sem grandes segredos, mas com uma particularidade: cada pessoa tinha o seu jeito de preparar o arroz doce ficando ele no final mais ou menos cremoso (mais seco), mas  com gemas de ovos ou sem elas, o efeito final era sempre o mesmo. Sobre a cremosidade do arroz doce....reside um pequeno segredo que não é notório para o comum dos mortais..mas que nas áreas das químicasdos alimentos fazem todo o sentido. Trata-se tão somente da temperatura a que o leite fica sujeito aquando da sua fervura no meio do arroz meio cozido...isto é, o leitinho onde coze o arroz :-), deve entrar em ebulição um pouco forte porque assim as partículas de gordura vão-se separando e desintegrando ficando á superfície do preparado. Consequentemente como os "choques" entre todas as partículas envolvidas é muito grande devido á elevada temperatura há uma tendência para que a consistência do preparado e particularmente do leite seja grande. Depois...por força de outros "eventos" não perceptiveis também a olho nú :-))), acontecem fenómenos relacionados com atracção e afastamentos de cargas positivas e negativas etre os átomos que compõem as moléculas que por sua vez fazem parte de cada um dos alimentos. Naturalmente que não irei especificar porque considero que não é o local  certo  para o fazer porque este blog é apenas uma página de apresentação de assuntos relacionados com a área alimentar e apresentação de uma forma simples de alguns dos meus trabalhos.Voltando ao arroz doce como o conhecemos.....actualmente, guardam-se carinhosamente estes "recuerdos" e processa-se o produto de forma semelhante, embora a qualidade dos ingredientes seja diferente devido ao cuidado que existe na apresentação, exposição e venda das mesmas por parte das entidades oficiais que referenciam e preparam as leis respeitantes à produção, manuseio e venda de produtos alimentares.  A propósito do saborosíssimo arroz doce à moda antiga podem ler aqui, o meu post relacionado com este assunto. Depois....mais tarde! :-)))), considerei que deveria personalizar o arroz doce tão bem ensinado pela minha avó M. e pela minha mãe. Também podem ler neste  post, a forma como se pode reinventar o arroz doce. Não é um modo pretensioso de anular o anterior, mas sim uma positiva ideia para demonstrar que se pode alterar a forma de apresentação de um produto alimentar, sem contudo, lhe retirar a qualidade e a genuinidade que o caracterizam...desde sempre!
Ainda depois....:-)))), resolvi fazer assim!..., porque  considero que existem muiiiitassss formas de enriquecer esta sobremesa tão portuguesa e apreciada no mundo inteiro.

 Há uns dias atrás, porque o meu M. é um guloso e adora o que arroz doce da mãmã, lembrei-me de "variar" um pouco, e alterei o "boneco" e acrescentando  um cordão de chocolate,

ficou assim!....









Ainda nesse dia, porque sobrou um pouco de arroz doce no fundo do recipiente onde  preparei toda a porção,  empratei  este:





Gostei bastante do resultado final, porque além de sensorialmente ter nota positiva, quantitativamente também a tem, não fazendo nenhum estômago roer nas próximas 3 horas. 

Finalmente, e porque sou muito "teimosita":-), ...gosto de experimentar, inovar, descobrir e cozinhar novos alimentos e novas combinações (no final lavo sempre tudo!lolll), achei que um geladinho de arroz doce seria mesmo bom para acompanhar uma refeiçãozinha mais formal...daquelas que temos de oferecer quando menos esperamos. E porque se trata mesmo de oferecer...aqui vai um gelado de arroz doce em forma de presente! Ficou muito engraçado...e o caramelo a servir de laço na prendinha...um miminho que qualquer conviva irá adorar!












O processamento não é difícil apenas requer uma boa varinha mágica, um copinho de natas bem batidas e um açucar caramelizado bm feito!
O arroz doce, de uma forma ou de outra será sempre um doce tradicional português de grande exito nacional e por todo o mundo. Não é por acaso que uma grande empresa  de alimentos processou e elevou o arroz doce português como um dos seus produtos alimentares. Ainda...me estou a recordar daquela canção do saudoso Carlos Paião "Pó De Arroz", na qual ele efantiza a sua querida como sendo uma das mais belas e doces, rtal como o arroz doce, isto  porque ela  utiliza o pó de arroz para se alindar ...naturalmente porque este é .proveniente do arroz integral que serve para processar também o arroz doce. Ouçam então  https://www.youtube.com/watch?v=zgU3jCmcpPc

Até já,
Gi Dinis