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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Informação....O castelo da clara do ovo desmoronou!... Saiba porquê!









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Viva,


Mais um dia a começar,   uma semana...de férias para alguns,  ou de trabalho para outros! No meu caso é um pouco de cada porque terminei as aulas,  mas continuo nas minhas lides diárias...trabalho, casa, filhos e família! Gosto desta rotina....que me acompanha há muitos anos talvez porque não tenha conhecido outra..e,  tenha assumido este modo de  vida  como o meu principal papel...ou provavelmente porque a vida é assim mesmo! Queiramos ou não  provamos um pouco de cada função que desempenhamos no nosso dia a dia. ..e o importante é desempenharmos tudo isto com serenidade, responsabilidade, bom senso e q.b. de entusiasmo...porque a vida nos exige uma dose muiitttoooo grande de resiliência...mesmo quando algo corre menos bem, todas as situações se tornam lições de vida das quais  devemos  tirar elações, transformando-as no sentido de nos melhorarmos dia após dia.

Concretamente, (porque este apontamento  é apenas um mero registo de informação num blog dedicado á área alimentar) dedico esta publicação a uma situação  que por vezes nos acontece e que no imediato não arranjamos explicação válida para ela. Trata-se do não "crescimento" das claras dos ovos quando nos propomos preparar um bolo ou qualquer outra sobremesa na qual uma das etapas de confecção é precisamente o bater das claras em castelo e percebemos que este fenómeno não ocorre...- porquê? perguntamos nós!- os ovos estão dentro da validade!...gostamos sempre de saber mais, o porquê que tudo acontece...porque o fluir de tudo tem uma explicação, nada acontece por acaso! E, aqui estou eu a não dar lições de química, até porque o mundo da bioquímica é imenso e eu sei muito pouco...(nem fiz a química teórica! :-)))), mas tenho avidez em tentar perceber o porquê das reações, dos acontecimentos existentes nas preparações  alimentares aquando da sua preparação,  sendo que  alguns deles são  invisíveis aos meus olhos! Sou curiosa, e depois? Só me tem trazido conhecimento...:-))))

É mais uma "estória" que tem contornos químicos e que é fácil de explicar...e de entender!
Começando...uma clara de ovo possui vários nutrientes em percentagem diminuta e  uma proteína designada- albumina - em percentagem elevada e que é do tipo globular. Uma proteina é um macronutriente de função estrutural e de reparação celular no nosso organismo e que está presente maioritariamente em relação aos outros macronutrientes h. de carbono e lipidos. É constituida por aminoácidos que agrupados em  cadeia podem ser constituidas por centenas deles . Há as que têm só estrutura secundária e terceária  e outras que chegam á quaternária (a mais complexa). É precisamente a estrutura terceária que define qual é o tipo de proteína que estamos  a falar, porque é aqui que existem as várias diferenças entre elas. Se a estrutura é fibrosa, quer dizer que é robusta, a sua forma é do tipo corda enrolada, pelo que é mais difícil de desmanchar, logo não é solúvel em água. Por outro lado, existem as globulares muito solúveis  da qual faz parte a albumina do ovo que é solúvel em água e as globulares que só são solúveis em solventes  cujas  cargas iónicas estão muito presentes, ou seja onde existem muitas trocas de cargas negativas e positivas entre a proteína e o solvente. Existem  vários tipos de proteínas com funções específicas, nomeadamente as enzimas que catalizam e/ou aceleram as reacções quimicas,  as protéinas que medeiam as interacções celulares ou seja que servem de interface entre o interior  celular e o exterior sendo designadas por transportadoras e mais um nº  interessante delas que não irei abordar por não serem necessárias para a explicação que pretendo fazer.

 Voltando á nossa proteína - a albumina - de estrutura terceária,   ou seja a sua estrutura terceária tem a forma de glóbulos (pequenos novelos). Como tal, a proteína do ovo para se manter em novelo, ou seja agregada, e  sem quebra de ligações entre átomos  não poderá "ter ´água nem outro substância por perto, daí se recomendar que o recipiente no qual estamos a levar as claras a  castelo, como vulgarmente dizemos tem forçosamente de estar isento de gordura, água ou outro qualquer resíduo. O mesmo se recomenda para  os utensílios. Se assim procedermos teremos uma probabilidade elevadíssima do processamento da clara em castelo correr bem. Adicionalmente, e por hábito salpicamos o preparado com um pouco de sal (NaCl), no sentido de manter mais firmemente as claras em castelo por mais tempo... tem a sua razão de ser!...porque o Na+Cl- é um sal iónico  que não vai coagir com a proteína que tem o seu ponto isoelectrico situado nos 4,7 porque as cargas do sal se anulam ficndo só o pH da proteína .Isto é K?...é o ponto isoeléctrico do meio no qual a proteína desnatura por factores variáveis tais como a temperatura elevada positivamente e a agitação. 

 Mas, esta explicação tem de ser confinada com uma outra que, se ninguém daí se interrogou...eu já! Porquê que as claras de ovos ficam brancas, se a sua cor inicial é transparente? Simplesmente, por que  desnaturam com a agitação provocada pelo batimento a que foi sujeito. E tanto que assim é que os tais novelos que são solúveis em água (mas neste caso não convém), ficam firmes e com uma estrutura compacta. 

Finalmente, se experimentarem a congelar uma clara em castelo...ela mantém-se estruturada, ficando apta a ser batida em castelo. Com esta última deixa fica a ideia de que só mesmo a temperatura alta provoca alterações ou reações de coagulação e desnaturação da proteina. Já agora, o que é desnaturação? É tão somente o desmembramento da sua estrutura terceária, responsável por todos estes fenómenos que acontecem numa simples clara de ovo. E nós sem sabermos!...

Agora já conseguimosnas entender mais o que se passa nas nossas cozinhas....
Gi Dinis

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Informação...Alguns Procedimentos, Meras Opiniões,
















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 Salada 4ª Gama
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Ovo crú 

                                         
                                                         
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Água 
                                             

                                       
                                                                      Refrigeração de Alimentos

                                                     

Viva!




O começo de mais uma  semana, convida a ir á praia, ao campo ou mesmo a um passeio a um qualquer lugar....porque as condições ambientais são boas e muitas pessoas estão de férias. Neste contexto, podemos dar asas á nossa imaginação preparando um lanche, um pic,nic como em tempos passados estes faziam a rotina domingueira de muitos portugueses....Lembram-se?...decerto que sim! É uma boa matéria para um outro post no sentido de eu sugerir umas comidinhas adequadas...

Hoje, chamo a atemção para algumas situações que acontecem muito frequentemente nesta época do ano e que poderá causar danos graves no organismo humano pelo facto da temperatura ambiente ser propícia ao desenvolvimento de maior número de microorganismos.. Estou a referir-me ao consumo  de alguns  alimentos (maionaise, saladas cruas pré-confeccionadas, água ou chá de vários sabores)  e à refrigeração e congelamento de alimentos a temperaturas um pouco acima do que ´seria desejável. Todos sabemos que a estação do ano que há pouco começou é naturalmente quente e que os alimentos devem ser resguardados sempre que possível em ambientes frescos, sem luz natural. Por outro lado, também  é comum o consumo de saladas frias acompanhadas de molhos preparados com ovos, natas e manteigas. Nestas refeições o ideal serão a mainaise de compra uma vez que os ovos utilizados são homogeneizados e tudo é pasteurizado e arrefecido sob pressão  no final, indo reduzir ou minimizar a carga microbiana.

Outra situação que merece toda a atenção é o  consumo de saladas já preparadas só deve acontecer quando as mesmas são lavadas porque na etapa de armazenamento nos  sacos de plástico ou outros é  injectado uma pouca qunatidade exacta de dióxido de carbono e outros gases  que contrastando com o O2 natural do produto provoca  um equilibrio iónico (H+ e O-) conservando assim  o produto alimentar por alguns dias mediante determinada temperatura de refrigeração, fazendo com que haja uma inibição de microrganismos. Isto acontece devido ao binómio temperatura/condições ideais de crescimento de microrganismos porque o crescimento microbiano é reduzido em temperaturas baixas em condições de aérobiose (com O2). Este crescimento é tenue mas existe...porque os microrganismos têm fonte de alimento para fomarem colónias.

Também o consumo de água deve merecer algumas considerações na medida em que a água é por si só um alimento que está presente em todos os outros e é consumida em quantidade como hidratante para o organismo. Não basta consumir água canalizada mas também se deve regularmente higienizar por dentro o bucal da torneira , devido á propensão de se acumular uma placa bacteriana designada por filme.

O uso  do congelador deve estar de acordo com a temperatura ambiente, isto é a temperatura deve ser regulada para valores abaixo para que os alimentos se conservem melhor e por mais tempo- Eu partilho da opinião de que quanto menos congelados melhor, porque como já abordei aqui no blog, as partículas vibram até tempraturas de - 270ºC., provocando também "migrações" iónicas h+ que nada favorecem os alimentos.

Terminando como comecei.....a função dos alimentos é fornecer energia ao organismo sob a forma de macronutrientes e micronutrientes. Cabe-nos a nós escolher e decidir se ingerimos qualidade que por mais pequena que seja é sempre mais benéfica do que  apenas quantidade....(uma mera opinião)!
Gi Dinis


quinta-feira, 9 de julho de 2015

I & D...Manteiga fresca, todos os dias!

                                                                                                            
               






 


Viva,

Mais um dia cheio de afazeres...daqueles que são triviais. Que quase nos preenchem o tempo todo originando alguns esquecimentos  nalguns campos de acção, deparando-nos por isso muitas vezes com falta  de alguns produtos que necessitamos frequentemente. Foi o que me aconteceu recentemente!...e porque temos a capacidade de conseguirmos fazer...lá pus mãos á obra! 

Foi isso mesmo....necessitei de manteiga para preparar um ingrediente para confeccionar o gelado predilecto cá de casa, mas incredulamente verifiquei que o stock de manteiga tinha terminado sem que tivesse  uma colherinha da mesma para preparar esse tal ingrediente que iria  dar forma, textura e sabor ao meu gelado (de baunilha). Pelo menos tinha natas de boa qualidade na refrigeração, e por isso decidi por em prática os conhecimentos adquiridos nas aulas de lacticinios do meu CET de Qualidade Alimentar...Correu bem, e foi uma experiência muito positiva! Consegui apurar :-), a manteiga que apresento na foto. 

Não poderei dizer que o processo seja fácil nem difícil...é o que é! Poderei dizer sim, que as transformações que as natas apresentaram durante a batedura foram aquelas que me recordo de ver nas aulas.  Elaborada de uma forma artesanal, sem as bactérias ou enzimas industriais, o produto final correspondeu ás minhas expectativas e meu filho M. provou um pouco numa torrada e aprovou a manteiga que preparei. 

Dando asas à criatividade...guardei logo um pouquinho de manteiga para o meu gelado, recombinando o resto com alguns ingredientes, que considerei serem uma boa aposta! Gostei do resultado....manteiga fresca com vários sabores, ainda a serem testados!...para já a conhecida manteiga de alho, ervas e pimenta, depois a manteiga com outros aromas...

No final, sobrou este líquido, o soro como é reconhecido formalmente...no meio  industrial foi-lhe atribuido o nome de leitelho, talvez por ser um líquido derivado do leite puro e natural. Com ele, acabei de preparar "o tal ingrediente" que queria inicialmente para o meu gelado...Apresento-o aqui um dia destes.

Fiquem bem                                                                                  !
Gi Dinis
                                                     


quinta-feira, 2 de julho de 2015

I & D....Chocolateando...

















                                 
                                                                                                
                                               

                                                         
                                    
                               
Viva!


Porque tenho andado num corropio de trabalhos profissionais e familiares misturados com estudo não tenho tido muito tempo para publicar e partilhar as minhas produções.  Hoje, porque já estamos em Julho e porque entretanto houve um aniversário aqui em casa publico o bolo que produzi para esse dia....E aqui está ....este bolinho de chocolate!...Como sempre, faço um dos meus bolos preferidos nos quais gosto de particularizar algo que me entusiasme nesse dia.E foi este o resultado!- Bolo de chocolate "Sacher" com placa e bordo de massa folhada, coberto com uma ganache de chocolate. A decoração foi a simplicidade de um cacho de uvas e umas minúsculas framboesas. A escolha destas frutas não foi ao acaso, mas porque a uva e a framboesa  fazem parte da lista de frutas do meu agrado e porque a uva, de utilização milenar sempre fez parte das mesas de todos os povos.  Actualmente, no nosso país o cultivo da vinha é uma das apostas mais fulgurantes tanto no sentido  da obtenção da uva de mesa  como na produção de vinhos de elevada qualidade. Aliás, ultimamente os  vinhos portugueses têm ganho prémios em vários países pela excelência da sua produção. ficando mesmo em vantagem sobre países mais vinhateiros. É uma honra para nós (Portugal) recebermos estes galardões.  O mesmo se aplica à produção e comercio de frutos vermelhos, cujo mercado é essencialmente focado no norte da Europa. E porque a combinação entre todos os ingredientes serviu bem o nosso "flavor", o bolo foi bastante apreciado............................
   




Esta receita tornou-se quase um hábito para mim desde há muito tempo, porque é uma das produções mais habituais cá em casa.., no entanto, por vezes introduzo algumas alterações para a tornar um pouco diferente tanto  na sua apresentação  como no paladar. Foi o que aconteceu com o bolo que serviu também como bolo de aniversário do P. O mesmo  bolo de chocolate simples...nada particularidades!....recheado com mais chocolate (ganache de chocolate) e decorado com um fino fio de chocolate de leite derretido complementado com um medronho e icing sugar. Uma fita de seda que traçou o bolo conferiu-lhe  alguma  singularidade  engraçada bem como  o pequeno cake  fingindo ser uma cereja no topo do bolo... Desta vez recheei o bolo com uma pasta mais densa do que o costume, porque o bolo era grande e pesado, então teria de ter um recheio que sobressaísse no meio de tanta massa. Ficou bom  e o aniversariante gostou.

E...cá vamos andando lambuzando e chocolateando com um sorriso :-)
Gi Dinis