Viva,
O começo do mês de Abril, solarengo mas ainda um pouco frio, hoje, dia primeiro de 2017. O mês da Páscoa, das férias escolares e de começar a preparar as roupas mais frescas para o caso de nascerem dias quentes. E...também a altura de se começar a pensar em refeições mais leves do que as que são consumidas até ao final do Inverno. Outros legumes surgem nesta estação (Primavera) em diversas preparações rápidas que se guardam meticulosamente na refrigeração sendo consumidas durante a semana. Ideias, ideias! Grelhados não, fritos nem pensar...então elejamos os assados, gratinado e quiça os estufados. Preferi o gratinado!...porque só na hora do consumo coloco o pão ralado e a gratinar. Além de ficar mais crocante á superfície, também aquece melhor no interior. Gosto da refeição assim, É o meu lado hedónico.
Então, hoje falo sobre uma delícia de bacalhau. Não é bacalhau espiritual (mas parece). É uma especialidade servida em França que muito me agrada. A Brandade.
Uma familiaridade com o bacalhau espiritual gritante mas não é. Se bem que o bacalhau espiritual é mais apreciado e por isso mais conhecido. Só que quando falta a batata...faz-se a Brandade. Uma receita simples porque os ingredientes sólidos principais são o pão, a bacalhau e a cebola. De preferência o pão deverá ser um pouco rijo. Essa receita muito simples é apenas um refogado de bacalhau lascado com uma cebola bem estaladiça em azeite de boa qualidade. Seguida de umas camadas leves e ricas de bechamel bem encorpado e temperado satum satis é levado ao forno com um polvilho generoso de pão ralado - daquele que é ralado em casa! Maravilhosamente tostado no forno e aromatizado com cebolinho e louro. Garanto que vai agradar a todos aqueles seguirem a receita. Os chefs franceses que me perdoem se adulterei a receita com o pão ralado aromatizado. Mas gosto mesmo assim.
Por outro lado, gosto de preparar este tipo de pratos porque além de os poder congelar (por pouco tempo), são sempre uma alternativa para não desperdiçar aquelas sobras de pão que vão ficando no fundo da caixa do pão. Ah, por vezes preparo a brandade (aqui não merece o itálico!) dentro do pão quando a sobra é suficientemente grande para aprisionar a cebolada, o bacalhau e o bechamel.
A salada é importante! É um cortante do flavour do prato principal, dá cor á refeição, é nutritiva porque é consumidinha crua...ainda com os nutrientes. Não são em grande percentagem, as saladas cruas contém maioritariamente minerais, fibras e água. Mas contém nutrientes em dose suficiente para serem degradados pelos microrganismos que lá existem. Com a Brandade, adoro uma salada de alface em juliana bem temperada com um vinagrete (a condizer, pronto!). Por vezes, também adiciono uns cherries (uma variedade de tomate) serpintados de vinagre balsâmico. Um contraste interessante de cores. Quem não gosta de comer com os olhos?....
Adoro!
Gi Dinis


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